Com o fim das eleições gerais, a disputa pela Prefeitura de Salvador em 2028 surge como o próximo capítulo da política baiana. ACM Neto (União Brasil), que governou a capital entre 2013 e 2020 e lidera o grupo que comanda a prefeitura desde 2013, sai enfraquecido de 2026, após duas derrotas seguidas na disputa pelo governo da Bahia, e vê o futuro político ameaçado. Por enquanto, não há confirmação de que ele disputará a prefeitura em 2028.
Segundo a coluna do Política Livre, Neto mantém a prioridade dentro do grupo caso queira disputar de novo o cargo. Publicamente, porém, ele tem dito que é cedo para discutir 2028 e que não tem planos, neste momento, de voltar a disputar a capital — defendendo a renovação do grupo e citando o prefeito Bruno Reis como exemplo de liderança que ganhou espaço. Bruno Reis, por sua vez, afirma que o debate sobre 2028 ficará para o momento oportuno e que as decisões serão tomadas em conjunto com Neto, João Roma e os demais aliados.
Se Neto não quiser sair candidato, o controle do grupo fica mais difícil. Os nomes que já se movimentam são a vice-prefeita Ana Paula (União Brasil), preferida de Bruno Reis, o deputado federal Leonardo Prates (Republicanos), que corre por fora, e o ex-ministro João Roma (PL), que já insinua interesse na disputa de 2028.
Do lado do governo, a avaliação é que 2028 se apresenta como uma oportunidade para tentar tomar a prefeitura das mãos do grupo de Neto de uma vez, com o apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT), fortalecido pela vitória de Lula e pela própria reeleição. O ex-governador Rui Costa, citado nas discussões sobre a sucessão, já descartou disputar a prefeitura em 2028, afirmando que sua prioridade é o Senado.
