Bahia e São Paulo empatam sem gols no Morumbi

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Por Zédejesusbarreto
Um resultado com duas avaliações distintas. Bom porque conseguimos um empate no campo adversário, sob pressão, não levamos gol e jogamos uma primeira etapa infame, quando poderíamos ter levado uns dois. Fizemos um segundo tempo melhor, mais equilibrado, com outra postura e até poderíamos ter vencido. Resultado ruim por conta da tabela de classificação, o pontinho ganho não é suficiente para tirar o time da zona de desconforto lá de baixo.

 Rodada que segue.  

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 No Morumbi/SP

 Manhã de domingo paulistano sem chuvas, aquele sol tímido, arquibancadas cheias, ótimo relvado, duelo de tricolores. O São Paulo de branco, o Bahia com sua camiseta tri-colorida.

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Com bola rolando …

 – O time da casa começou apertando, marcando alto, em ritmo intenso. O Bahia, de modo sempre arriscado, no totó, desde a saída com o goleiro; qualquer erro é fatal. Aos 4’, num contragolpe, bola alçada da esquerda, a defesa paulista não cortou e Ademir, de cara, na pequena área, cabeceou pro alto, desperdiçando.

 –  O time baiano insistia em saídas pelo meio, errando, entregando. Aos 11 min, o goleiro Marcos Felipe salvou, cara a cara com atacante; aos 13’, os paulistas acertaram a trave; aos 20, David entrou livre e tentou duas vezes, duas ótimas defesas de Marcos Felipe, já se destacando, o melhor em campo – além de defesas importante, parece ser ele o principal ‘lançador’ do time.  Francamente, sr. ‘mister’!

 – Aos 25’, uma tentativa de longe de Matheus Bahia, chute forte, pelo alto, assustando Rafael. Aos 26’, Ademir, do outro lado, também tentou, bateu forte, pra fora.  Aos 32’, após um erro do goleiro Marcos Felipe numa saída equivocada de jogo, mais uma ‘entregada’, a bola sobrou limpa para David, de frente, mas o atacante (?) chutou pra fora. Aos 41’, Rafinha levou a marcação em velocidade pela direita e bateu cruzado, pelo alto, Marcos Felipe espalmou. Aos 46’, arrancada de Nestor, pela esquerda, nova defesa do goleiro baiano, o destaque.

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 Com o abuso de erros atrás (individuais e táticos), e só por conta de defesas, trave, sorte e incompetência dos atacantes paulistas o Bahia não levou gols. Nas poucas ações ofensivas, até teve chance de marcar. Mas a insistência na saída de jogo atrás com totozinhos, recuos pro goleiro/zagueiros é um atentado à inteligência. O adversário aperta na marcação e entregamos, levamos gols; tem sido assim. A postura da equipe em campo, na primeira etapa, foi de um time de várzea. A torcida, devotada, bem que merece algo melhor.

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 – Logo aos 3’, após boa arrancada de Ademir pela direita, o escanteio foi cobrado e os dois zagueiros baianos não alcançaram a bola que cruzou rasante toda a pequena área sampaulina. Aos 7’, Nestor ficou de cara, parou em Marcos Felipe, saindo bem, no chão. Assédio dos paulistas, buscando o gol. Aos 10’, finalização de Alisson, outra boa defesa e M. Felipe. Aos 13’, W Rato penetrou tabelando pela direita, Marcos Felipe fechou.

 – Aos 15’, o ‘mister’ trocou. Jacaré e Ratão (estreante) em campo. Saíram Rezende, um marcador e Mingotti que pouco apareceu. O time, em tese, mais ofensivo e também mais vulnerável. Ações mais equilibradas no segundo tempo, o Bahia com postura melhor.

 – Aos 17’, Caio Paulista entrou livre pela esquerda, encarou e bateu, outra boa defesa de M Felipe.  Aos 20’, Jacaré empurrou pra redes um bom passe de Cauly; mas estava impedido.

 – Tem Pato em campo aos 22’.  Relógio anda, jogo parelho. Aos 37’, o ‘gajo’ lançou Raul Gustavo e Camilo Cândido, o estreante uruguaio. No São Paulo, entraram Rodriguinho e Wellington. Últimas tentativas dos treinadores, ao tudo ou nada.

 – Aos 43’, o lateral Cândido enfiou para Ratão, o goleiro Rafael arrojou-se, fora da área, no chão e evitou o gol. Aos 44’, Gilberto desviou chute de Pato. Aos 45’, elástica espalmada de M. Felipe, pelo alto, numa cabeçada de Arboleda. Aos 46’, a bola do jogo: Cândido achou Cauly penetrando pela esquerda, de cara ele perdeu para o goleiro Rafael, que abafou no chão. Aos 47’, Everaldo teve outra boa oportunidade, limpou para o chute de frente mas demorou de concluir, como sempre e a zaga chegou junto. Emoções até o final.

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Destaques

– O goleiro Marcos Felipe, fechou. Gabriel Xavier, seguro. Acevedo incansável. Cauly sempre lúcido. O estreante lateral uruguaio, mostrou técnica e inteligência.

– No São Paulo o bom e clássico zagueiro Beraldo, Rafinha, Nestor…  

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Ficha Técnica

– O São Paulo do reinador Dorival Jr: Rafael, Rafinha, Arboleda, Beraldo e Caio Paulista; Pablo Maia, Alisson, Nestor; Welington Rato, David e Erisson (Juan, Pato, Wellington, Rodriguinho).

– O Bahia escalado por Renato Paiva: Marcos Felipe, Gilberto, Gabriel Xavier, Vitor Hugo e Matheus Bahia (Camilo Cândido); Rezende (Raul Gustavo), Acevedo, Thaciano e Cauly; Ademir (Jacaré) e Mingotti (Ratão) (Everaldo).

– Arbitragem de Santa Catarina, com Ramo Abatti no apito e VAR.

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O próximo jogo do Tricolor baiano, pela 18ª rodada é contra o América MG, no domingo, dia 6 agosto, às 18h30, na Fonte Nova. Penúltima rodada da primeira fase, o chamado primeiro turno da competição, metade do caminho.

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Copa Feminina/Oceania

 As meninas do Brasil jogam tudo por uma classificação contra a Jamaica, na quarta-feira, 7h. Se não vencer, voltam pra casa.

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Agressão

 No sábado à noite, após o jogo Atlético Mineiro 1 x 2 Flamengo, de virada, no terreiro do Galo, o preparado físico da equipe do treinador Sampaoli agrediu com um soco o centroavante Pedro, na frente de todos, a caminho dos vestiários, porque o atleta, hoje na reserva, reclamava de não ter entrado no jogo. Absurdo, estúpido, inadmissível. O nome do imbecil é Pablo Fernandez. Precisa ser banido.

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Foto: EC Bahia – Rafael Machado