Bahia e Vitoria vencem e sobem na classificação

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Por Zédejesusbarreto

Num jogo dramático, o Bahia venceu de virada o Mirassol (2 x 1), no interior de São Paulo, quebrando um tabu de nunca ter vencido lá, mantendo a pegada de voltar a vencer fora de casa e, o mais importante, garantindo pontos para terminar a rodada entre os quatro do grupo de cima da tabela. O último gol do Bahia, já depois dos 40’, gerou muita confusão, com os paulistas pedindo falta na origem do lance, ainda na defesa tricolor; o árbitro estava próximo, não deu nada, deixou correr, confirmou o gol e sofreu toda sorte de pressão dos paulistas. O jogo ficou paralisado por mais de 15 minutos. Deu Bahia! 

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Vitória vence São Paulo e sai de baixo

No Barradão, à tarde, o Vitória venceu bem (2 x 0) o São Paulo, e descolou-se do grupo de baixo da tabela, subindo na classificação (10ºlugar, 14pontos). O Leão sabe usar bem sua Toca, conhece o campo de jogo, o gramado, leva vantagem com o calor e a pressão da torcida, fanática, guerreira. O time fez um bom jogo, estratégico, inteligente, sem correr riscos. Fez 1 x 0 numa jogada de bola parada, no primeiro tempo e foi favorecido com a expulsão, justa, do lateral sampaulino Allan Franco, no início da segunda etapa. Soube tirar proveito da vantagem. Fechou-se bem, arriscando sair só na boa, no contragolpe em velocidade. Fez 2 x 0 quando os paulistas já pareciam exaustos, num contragolpe bem trabalhado. Belo triunfo, merecido.  

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 De parabéns, portanto, a torcida baiana, de Bahia e Vitória, pelos triunfos,  

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Em Mirassol/SP

– Estádio Maião, interior paulista, noite de sábado, tempo limpo, bom relvado, arquibancadas cheias e amarelas, confronto pela 11ª rodada. O time da casa vinha de um triunfo, o primeiro da história, pela Libertadores da América (1 x 0 , gol de cabeça do zagueiro João Victor), no meio da semana, em casa, mas brigava para sair das últimas colocações no Brasileirão, com uma campanha bem abaixo daquela de 2025.

– No ano passado, lá mesmo, o Mirassol enfiou 5 x 1 no Tricolor, a maior goleada sofrida pelo time baiano na temporada. Agora, outra situação, com o Bahia ocupando a 5ª posição e aspirando as primeiras colocações, o time que mais venceu fora de casa na competição, até então, e com um jogo a menos, a cumprir em casa, contra o Chapecoense. 

– O time da casa com seu uniforme amarelão; o Bahia tri-colorido.  

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Com bola rolando …

 Um começo bem equilibrado, aberto, o Bahia tinha as iniciativas, mas o Mirassol marcava duro, pegando, sem dar refresco. Daí…

– Gol! 1 x 0 Mirassol, aos 13min. Escanteio cobrado da direita, forte e fechado, David Duarte subiu com o atacante na pequena área, pra tirar, mas testou contra. Pura infelicidade. A bola alçada é um ponto forte dos paulistas.

– O tricolor sentiu a pancada, mas aos poucos foi assimilando. Aos 20’, Juba pegou um rebote na entrada da área e despejou a canhota, defesaça do veterano goleiro Walter.

 – Aos 24’, Leo Vieira fez duas grandes defesas em chute de Negueba e, no rebote, arrojando-se nos pés do atacante (o goleiro foi atingido na cabeça). Aos 27’, tentativa de Jean Lucas, bateu cruzado, Walter mandou a escanteio. Pressão tricolor, na troca de passes, chegando bem, os paulistas bem postados, atrás, na espera.

– Aos 33’, outra chance desperdiçada pelo tricolor, a bola atravessando a pequena área paulista, pelo chão. Aos 36’, repetição da mesma jogada, pela direita, ninguém chegou  pra empurrar. Com a pressão, os paulistas pegando forte, travando, matando as jogadas com faltas, quebrando o ímpeto baiano. Pouco atacaram. Aos 40’, os tricolores reclamaram de um pênalti em Everton Ribeiro, puxado na área adversária. O soprador de apito mineiro (manjado, caseiro), nem tchum.

– O Bahia foi melhor, teve mais volume, atacou e criou mais chances, porém… desceu pra merenda, no intervalo, levando 1 x 0, num gol contra do becão David Duarte, infeliz, após cobrança de escanteio. O Bahia precisa finalizar mais, falta-nos um centroavante impetuoso, veloz, com fome de gol. O time trança bem mas finaliza pouco, sem fé, objetividade.

 Segunda etapa – Saiu Caio Alexandre (levou uma pancada no final da primeira etapa), Acevedo passou para o meio de campo, sua verdadeira posição, e entrou Gilberto na lateral direita. O Bahia querendo acelerar o jogo, em busca de reverter o placar, o Mirassol sem pressa, faltoso, mas tinhoso, chutando muito de fora, e alçando bolas com perigo.  Leo Vieira trabalhando. Partida aberta e perigosa, mais corrida.

– Aos 8’, mais um cruzamento da direita fechado na área paulista, Pulga não chegou a tempo. Aos 13’, Juba bateu falta frontal, passou triscando o rodapé de Walter.

Em campo, Ademir e William José (saíram Pulga e Everaldo). 

– Aos 15’, num contragolpe, Ademir foi lançado em profundidade, pelo meio, invadiu  na velocidade e foi derrubado na área, pênalti. O árbitro marcou, mas não deu o cartão vermelho para o defensor Vitor Luis, como devia. Ademir saiu, machucado no ombro, com a queda; entrou Sanábria.

– Gol! 1 x 1, Juba!  Bateu firme, por baixo, no canto. Walter foi e não achou. Empate.

– O Bahia continuou atacando, buscando mais o gol; o Mirassol segurando, apostando no contragolpe, no erro de passe do Tricolor, no chute de longe, a bola parada, alçada. A peleja continuava aberta e indefinida. Lá e cá. 

  – Aos 36’, o Mirassol teve uma falta frontal, perto da meia lua tricolor, a bola chutada desviou na barreira e caiu, dividida entre o atacante Fogaça e goleiro Leo Vieira que, arrojado, abafou e evitou do desempate, numa dividida forte; os dois machucados. 

 – O ritmo se mantinha intenso, brigado.

– Gol! 2 x 1 Bahia! Sanábria, aos 43min. Gilberto puxou o contragolpe, Acevedo lançou Kike, que bateu forte e cruzado, da direita, a bola bateu no poste e Sanábria, atento, escorou, desempatou, virou. 

   Os paulistas reclamaram de falta de Gilberto em Negueba na origem do lance. Muito tititi, torcida inquieta, pressão pra cima do árbitro, o gol confirmado. Parecendo baba de várzea, o jogo ficou parado, na tora, pelos reservas e comissão técnica dos paulistas, inconformados coma virada tricolor. Final dramático, pressão total dos donos da casa.  Ataque contra defesa. Aos 58’, Leo Vieira salvou uma cabeça a queima-roupa. O jogo chegaria aos 63 minutos. Deu Bahia, de virada, mais um triunfo fora de casa.      

Destaques

– O goleiro Leo Vieira, Acevedo quando foi pro meio, Juba, Kike, Ademir pela jogada do pênalti e Sanábria pelo gol da virada.

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Ficha Técnica

O Mirassol do técnico Rafael Guanaes: Walter, Formiga, João Victor, lucas e Reinaldo; Neto Moura, Aldo, Eduardo; Edson Carioca, André Luiz e Negueba. (Vitor Luis, Fogaça, Alesson, Shaylon, Gabriel Pires)

– O Bahia do treinador Rogério Ceni: Leo Vieira, Acevêdo, David Duarte, Mingo e Juba; Caio Alexandre (Gilberto), Jean Lucas, Everton Ribeiro (Nestor); Kike, Everaldo (William José) e Pulga (Ademir, depois Sanábria).

– No apito, Paulo Cesar Zanovelli/MG

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 – Pela rodada 12ª, o Bahia enfrenta o Falmengo, no Maracanã, dia 19, domingo, às 19h30. 

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No Barradão

Mais cedo, à tarde, o Vitória enfrentou o São Paulo. O Rubro-negro baiano precisando vencer para se afastar da zona de baixo da tabela e dar resposta ao apoio incondicional do seu torcedor nas arquibancadas, a casa não estava

cheia – até a cantora Daniela Mercury apareceu no gramado, animando a galera antes do jogo.

– O Tricolor paulista, com caras bem conhecidas = o treinador Roger machado, o ponta Arthur e o meia Cauly, todos com passagem pelo Bahia -, alguns desfalques, lutando no alto da tabela de classificação.

– Tempo bom, sol e calor (29graus), aquela gramado fofo, alto e arenoso bem conhecido do Barradão; o Leão, dono da casa, com seu tradicional uniforme em vermelho&preto; o São Paulo de branco, com detalhes em vermelho e preto.   

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Com bola rolando …

A primeira chegada foi dos paulistas, com chute colocado de Arthur, defesa de Lucas Arcanjo, rebatendo pra frente, aos 3min. Um começo em ritmo cadenciado, até por conta do calor, estudado e bem equilibrado. Os paulistas, ao estilo Roger Machado, trocando mais passes, mais posse de bola, e o Vitória esticando os lances pelos lados, na correria, bolas na área inimiga. Jogo limpo.  

– Aos 16’, Marcos Antônio pegou firme, de longe, bola descaindo no canto, Lucas Arcanjo espalmou no rodapé. O Tricolor paulista tinha mais as iniciativas, um Leão marcando forte e mais reativo. Aos 27’, num contragolpe encaixado, Kayzer recebeu nas costas da zaga, tentou mas parou no goleiro; estava em posição impedimento. Pausa para hidratação e ajustes técnicos.

– Gol! 1 x 0 Vitória, aos 35min. Kayzer cavou uma falta na esquerda, pela intermediária. Ramon levantou, a defesa paulista pastou, Luan testou e Cacá, livre e de cara, completou, abrindo o marcador (primeiro gol do zagueiro com a camisa rubro-negra). Quando os paulistas pareciam ter o controle das ações.

– Aos 43’, num vacilo da defesa baiana, Andre Santos tentou, chutando cruzado e rasteiro, mas Lucas Arcanjo salvou, seguro. Aos 44’, Arthur arrancou pela direita, levou a marcação e chutou cruzado, rasteiro, torando tinta do rodapé de Arcanjo.

 O São Paulo foi melhor, teve mais a bola, volume, foi mais ofensivo, criou boas chances de gol mas levou um em jogada de bola parada e desceu pra merenda com o placar adverso, 1 x 0 Vitória. O Leão ao seu estilo, marcando duro, catimbando, fechadinho atrás, jogando por uma bola, um erro do inimigo. Deu certo. Boa vantagem.

 Segundo ato – Já escurecia, temperatura mais amena, iluminação artificial. O Leão voltou aceso. Um ritmo mais intenso de jogo. Aos 3’, Ferreirnha desbravou pela esquerda e bateu, a bola desviou e assustou Arcanjo. Pressão paulista, o Leão mordendo e apostando no contragolpe.  Aos 7’, um chuitaço de Marcos Antonio, de longa distância, passou perto.

– Aos 8’, numa dividida pela intermediária, o lateral direito Lucas Ramon atingiu o baixinho Mateuzinho com o pé na cabeça e foi expulso por Daronco, cartão vermelho direto. O São Paulo com um a menos o Vitória com a vantagem no placar e um atleta a mais em campo.

  – O técnico Roger machado fez duas substituições para recompor a equipe: Cedric e Tetê em campo, substituindo Ferreirinha e o apagado Cauly. O Leão tinha o resultado e o jogo nas mãos, na moita, pronto para o bote. Mas os paulistas continuavam tomando as iniciativas, atacando. Aos 15’, com a defesa tricolor aberta Kayzer recebeu em profundidade mas Rafael saiu arrojado e catou nos seus pés.

– Jair trocou três, reforçando o meio-campo, resistindo, administrando bem. Todos atrás da linha da bola, pra não correr riscos.Aos 32’, numa bola parada, Erick bateu falta da direita por baixo, direta e o zagueiro tirou em cima da linha.  

– Gol! 2 x 0 Vitória, Ramon, completando bem, de cara, uma jogada trabalhada e o passe açucarado de baralhas. No contragolpe bem urdido, matando o jogo.  

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 – Destaques para o miolo de zaga, zagueirando; Baralhas e Mateuzinho arrebentaram.         

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Ficha técnica

– O Vitória escalado por Jair Ventura:- Lucas Arcanjo, Nathan, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Baralhas, Caíque, Martinez, Mateuzino; Erick e, Kayzer. (Ze victor. Renê, Tarzia, Ronald) 

– O São Paulo escalado por Roger Machado; Rafael, Enzo, Tolói, Allan Franco e Lucas Ramon; Danielzinho, Marcos Antônio e Cauly; Arthur, André Silva e Ferreirinha. (Wendell, Tapia, Tetê, Cedric, Lucas Marques)

– No apito, o grandão e rodado Daronco. Levou na manha.

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 Os próximos compromissos do Leão: – na quarta, dia 15, às 21h30, recebe o Piauí, no Barradão, pelo Nordestão. No sábado, daqui a uma semana, no mesmo Barradão, joga contra o Corínthians, às 20h, pelo Brasileirão.

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Foto: EC Bahia – Rafael Rodrigues