Por Zédejesusbarreto
Está virando freguesia. Depois de levar 4 x 1 lá em Belém, pelo Brasileirão, o Bahia voltou a perder para o Remo, dessa vez na Fonte Nova, diante de sua torcida, por 3 x 1, no primeiro confronto pela Copa do Brasil. Imaginem o que vai acontecer lá no Pará. O torcedor mostrou indignação, gritou ‘olé’ quando os paraenses trocavam passes e vaiou a equipe no final. Nada a reclamar, arbitragem correta e o campo enlameado valeu pros dois lados. Um Bahia burocrático, pouco agressivo, sem criatividade. O Remo montou uma armadilha, fechadinho atrás, jogando no erro dos tricolores. Deu certo. Vai ser difícil reverter. Já podemos dar adeus à Copa do Brasil?
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Na Fonte Nova
– Noite fria de uma quarta-feira chuvosa em Salvador, pós-feriadão, arquibancadas com público abaixo do esperado (mais de 31 mil presentes), jogo valendo pela 5ª rodada da Copa do Brasil. Gramado encharcado, pesado.
– O torcedor tricolor imaginando uma revanche contra o Remo que, faz pouco, enfiou uma goleada de 4 x 1 no Bahia, em Belém do Pará, valendo pelo Brasileirão Série A, quebrando uma série invicta do Campeão Baiano. Mas cada jogo tem sua história.
– O Bahia em campo com uma beca nova, vistosa, frente tri-colorida – com listras verticais, estreitas -, costado e ombros em azul, golas e calções brancos; o Remo de camisetas brancas, detalhes em preto.
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Com bola rolando…
– Chuva fria e renitente castigando. Logo aos 2min, primeira chance de gol, do Bahia; escanteio cobrado da esquerda, cabeçada frontal de David Duarte, defesaça, no reflexo, de Marcelo. Na sequência, Everton Ribeiro rola por entre as pernas do zagueiro para a chegada na área de Acevedo, balaço na trave. O Remo atrás, fechadinho.
– Aos 16’, após escanteio, a defesa tricolor afastou e saiu em linha, veio o cruzamento, a cabeçada no canto, a bola bateu no rodapé e entrou, gol do Remo; o VAR chamou para checar a linha de impedimento. O árbitro foi ver a telinha e… validou o tento.
– 1 x 0 Remo, gol confirmado de Tchamba, aos 21 minutos. Primeiro ataque dos paraenses. Não demorou…
– Gol! 1 x 1 Bahia! Aos 23 min. William José, também de cabeça, escorando no segundo pau o cruzamento de escanteio levantado da direita (por Everton), empatando.
– A partir dos gols a partida ficou mais franca, aberta. O Bahia atacava, tomava as iniciativas, mas os paraenses saíam de trás em contragolpes, na velocidade, e também nas bolas paradas, alçadas, incomodando a defensiva baiana.
– O tempo passando, a chuva renitente, muita briga pela bola, passes errados, o gramado pesado prejudicando o toque de bola, as ações aconteciam mais no campo defensivo do Remo, mas… poucas e más finalizações. O Remo plantado, marcando, cercando… Aos 42’, o Tricolor entrou tramando pelo lado direito, Jean Lucas disparou forte, Marcelo defendeu, rebatendo.
Até por conta do gramado pesado e bem enlameado nalguns pontos do campo de jogo, não foi uma partida de boa técnica na primeira etapa, 1 x 1. Muito corpo a corpo. O Bahia teve mais a bola, o controle do jogo e criou três ou quatro boas chances de gol. O goleiro Marcelo apareceu e a trave salvou uma. O Remo, retrancado, jogou por uma bola, achou o gol na sequência de um escanteio, mas o goleiro tricolor pouco trabalhou. O empate era um ótimo resultado para os paraenses, fora de casa, de olho no jogo de volta, em Belém. O torcedor de cara amarrada.
Segunda etapa – Sem mudanças nas equipes, no recomeço. A chuva cessou um pouco. Logo no 1ºminuto, Acevedo serviu e kike atirou forte, pelo alto, Marelo espalmou a escanteio. Aos 2’, Pulga tentou, Marcelo catou. O mesmo panorama da primeira etapa, com o Bahia chegando e o Remo marcando, suportando, apostando num erro de passe dos tricolores para surpreender em contragolpes. Nada fácil, indefinido, o torcedor inquieto.
– Antes dos 15’, Ceni lançou Everaldo e Erick, saíram William José e Caio Alexandre. O Tricolor na troca de passes, improdutiva, o Remo espichando a bola, mais agudo. Aos 19’, Juba cruzou da esquerda na cabeça de Everaldo, livre, de frente, testou rente ao poste, Marcelo só torcendo. Aso 23’, novo escanteio da esquerda (Juba), testada de David Duarte, Marcelo espalmou mais uma.
– Aos 27’, numa saída de bola errada do goleiro Leo Vieira, área enlameada, Pikachu roubou e foi derrubado pelo goleiro. Pênalti,
– Gol! 2 x 1 Remo, Pikachu bateu a penalidade com segurança, no meio do gol. O goleiro caiu pro canto. Os paraenses, no erro do tricolor, 2 x 1. Aos 31minutos.
– Ceni trocou três: Ademir, Sanábria e Nestor em campo. Com o resultado que lhe caiu nas mãos, o Remos fechou-se ainda mais, inteirinho atrás, gastando tempo, na manha. O Bahia nervoso, errando passes, a torcida pegando no pé, cercava mas nada de objetivo criava, o tempo passando. O Remo à vontade, trocando passes, o torcedor gritando ‘olé!’.
– Gol! 3 x 1, Remo, aos 48minutos. Alef manga, de cabeça, escorando cruzamento da direita, em contragolpe mortal dos paraenses. Ótimo, até mesmo inesperado resultado dos paraenses. Vai ser difícil reverter.
Leo Condé sabe como vencer o Bahia de Rogério Ceni. Um resultado vergonhoso, a segunda derrota seguida em sequência ( Flamengo 2 x 0) e também a segunda derrota seguida para o Remo. Difícil acreditar.
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Ficha técnica
– O Bahia escalado por Rogério Ceni: Leo Vieira, Acevedo, David Duarte, Mingo e Juba; Caio Alexandre (Erick), Jean Lucas, Everton Ribeiro (Nestor); Kike (Ademir), William José (Eve)e Pulga (Sanábria).
– O Remo ‘taludo’ do conhecido Leo Condé: Marcelo, Marcelinho, Marllon, Tchamba e Mayk; Ze Ricardo, Zé Welison, Patrick e Pikachu; Jajá e Tagliari. (Alef Manga, Picco, Hernandez, Jaderson)
– No apito, o carioca Alex Stéfano.
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O jogo de volta, decisivo, acontecerá no dia 13 de maio, em Belém. No sábado, pelo Brasileirão, recebe o Santos, na Fonte Nova.
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Goiás 1 x 2 Cruzeiro; Santos 0 x 0 Coritiba; .
Foto: EC Bahia – Rafael Rodrigues


