Por Zédejesusbarreto
O Tricolor teve a chance do empate nos últimos minutos dos acréscimos, quando Everaldo desperdiçou um pênalti, mas o Furacão venceu (2 x 1) o duelo na sua arena, assumindo o terceiro lugar na classificação, com 49pontos. O Fluminense, que venceu Corínthians na rodada, foi a 48 pontos e é o quarto colocado. O Bahia, com 46, caiu para o quinto lugar. Depois de 11 jogos sem perder, o Tricolor perdeu, fora de casa, num confronto direto com o time paranaense. O Flamengo lidera a competição, com 60 pontos, seguido pelo Palmeiras (com 57).
Foi uma partida dura em Curitiba, bem equilibrada, com poucas chances de gol, as defesas prevalecendo, mas o Athletico foi mais eficiente, fez dois, um em cada etapa do jogo. O Bahia, no final, teve duas chances claras de empatar, mas parou em duas grandes defesas de Mycael, salvando na gaveta um chute de Juba e pegando pênalti (mal) cobrado por Eve, nos minutos finais.
**
Na Arena do Furacão
– Fechando a rodada 28ª, muita rivalidade em jogo e a disputa pelo terceiro lugar na tabela de classificação. Confronto direto, pois. Arquibancadas tomadas, gramado sintético, sem chuva.
– Os trajes: O ‘Furacão’ de vermelho&preto. O Bahia de branco (a faixa diagonal frontal em vermelho e azul). Um fumacê, feito névoa no começo.
*
Com bola rolando
– Um início estudado, corrido, muita marcação de parte a parte, erros de passe, o time da casa mais ousado, tentando se impor, mais ofensivo.
– Gol! 1 x 0 Athlético, aos 15min. Vargas foi ao fundo, pela direita e cruzou forte por baixo, pra trás, Esquivel livre (cadê Ademir?) pegou de primeira, de canhota, enviesado e forte, acertando o ângulo.
Com o gol levado o Tricolor iria sair de trás, subir suas linhas de marcação, era preciso. As ações se equilibraram.
– Gol! 1 x 1, Pulga, aos 25min. Bola alçada da direita, o goleiro atleticano Mycael subiu mal, largou a bola e Pulga não perdoou, encheu o pé, empatando.
– Aos 30’, Esquivel levantou uma cobrança de falta na área, Artur Dias cabeceou e Ronaldo catou. Muita disputa nas intermediárias, poucos lances agudos de área. Parelho. O Tricolor trocava passes, ocupava mais o campo adversário, tinha mais posse de bola. O Furacão mais plantado. Aos 47’, Ademir foi lançado em profundidade, dividiu com o goleiro, Mycael foi mais esperto, ficou com a bola.
Uma primeira etapa bem equilibrada. O Furacão começou melhor, fez o gol e o Bahia saiu pro jogo, equilibrou, empatou e passou a controlar as ações, mas pouco finalizou. Uma segunda etapa aberta, indefinida. Muita concentração, qualquer erro poderia ser fatal.
Segundo ato – O treinador paranaense fez duas mudanças, no intervalo, ofensivas (Dudu e Rivaldo entraram, sangue novo, mais fôlego). Ceni não mexeu na equipe. O Furacão voltou em cima, mas a partida acontecia num ritmo morno. Muita cautela dos dois lados.
– Aos 16’, Nestor e Juba em boas tramas pela esquerda, escanteios seguidos para o Tricolor, nada aconteceu. Então Ceni pôs em campo Jean Lucas e Kauê (saíram Erick e Ademir). Aos 21’, Pulga arrancou pela esquerda e cruzou rasteiro, ninguém chegou na pequena área.
– Gol! 2 x 1 Atlético, aos 25min. Vargas arrancou pela esquerda, cruzou forte, por baixo, Rivaldo chegou antes de Kanu, batendo forte, ne frente da pequena área, sem defesa. Furacão na frente.
– Ceni lançou Caio Alexandre, saiu Acevedo. O Atlético parecia com mais pernas, mais fôlego, administrando bem a vantagem; plantado, marcando, explorando a velocidade nos contragolpes. O Bahia não conseguia romper a muralha defensiva paranaense, lento, pouco criativo (Nestor sumido). Ceni pos Everaldo e Everton Ribeiro (saíram Veliz, extenuado, e Nestor.
– Aos 45’, Juba bateu de longe, o goleiro espalmou no ângulo, salvando. Na sequência, após a cobrança do escanteio, Everaldo chutou e o zagueiro desviou a bola, que ia em direção do gol, com o braço. Pênalti. O VAR chamou, Daronco foi ver e marcou a penalidade. Juba deu a bola a Everaldo para bater.
– E Everaldo perdeu a chance do empate, bateu mal, chapado, sem força, o goleiro Mycael pegou.
*
Destaques
No Bahia, David Duarte. Pulga e Veliz brigaram muito.
No Atlético, Mendoza (como joga enraivecido contra o Bahia!), Rivaldo, Esquivel, Vargas… o goleiro que catou o pênalti e salvou no ângulo um chute de Juba.
*
Ficha técnica
– O Rubro-negro paranaense do treinador Odair Hellmann: Mycael, Gilberto, Dantas, Aguire, Artur Dias e Esquivel; Luis Gustavo, Jadson; Leozinho, Vargas e Mendoza (Rivaldo, Dudu, Zapelli, Moraes).
– O Bahia escalado por Rogério Ceni: Ronaldo, Marcos Vitor, David Duarte, Kanu e Juba; Acevedo (Caio Alexandre), Erick (Jean Lucas), Nestor; Ademir (Kauê Furquim), Alejo Veliz (Eve) e Pulga.
– No apito, Anderson Daronco (bem caseiro, manjado, sabe administrar).
*
Na sequência, depois da parada / data FIFA, o Bahia enfrenta o Palmeiras, em São Paulo, dia 8/10, às 21h30.
**
Outros jogos da rodada 28
– Atlético Mineiro 1 x 1 Chapecoense; Mirassol 2 x 0 Botafogo; Remo 1 x 2 Santos;
Vasco 5 x 0 Coritiba; São Paulo 1 x 0 Internacional; Grêmio 0 x 0 Palmeiras.
Corínthians 1 x 3 Fluminense. Flamengo 2 x 1 RB Bragantino.
**
Seleção Brasileira
O Campeonato Brasileiro fica paralisado por duas semanas em função da chamada ‘data FIFA’, quando a Seleção Brasileira – nesse final de setembro e começo de outubro – realiza dois amistosos internacionais, contra Austrália (dois jogos) e Índia.
Renovada, com muitas caras novas, a seleção do treinador Carlo Ancelotti se reúne para treinamentos em Teresópolis a partir da semana que se inicia. Dos convocados por Ancelotti, dois foram cortados por conta de lesões – o centroavante João Paulo e o lateral Wesley; serão substituídos pelo lateral Vanderson (do Monaco) e pelo meia Martinelli do Fluminense. Muita expectativa para ver a meninada em campo, o time selecionado e montado por Ancelotti.
**
Posturas em campo
De um velho ‘boleiro’, essa pérola: “Antigamente jogávamos com culhoneiras; hoje jogam com sutiãs”.
**
Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

