Bahia vence Juá sob vaias e faz a final em busca do Bi

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Por Zédejesusbarreto

Mesmo com os 4 x 2 sobre a Juazeirense, o time avançando para a final do Baianão, mirando um bicampeonato, o time do Bahia entrou e saiu de campo vaiado pelos mais de 16 mil torcedores presentes, ainda indignados com a desclassificação da equipe na Libertadores. Mas, página virada, é um titulo agora em disputa, decisão no próximo domingo.

  O jogo começou nervoso, a bola queimando nos pés dos tricolores, mas aos poucos o time foi se encontrando e fez 2, 3 x 0, e até alguns aplausos foram ouvidos, mas em erros displicentes, pela metade da segunda etapa, alguns jogadores já relaxados, a Juá aproveitou as pixotadas e fez 2 gols, assustando. Sanábria, no final, fez um golaço e aliviou o sufoco. O Bahia na final, contra Vitória ou Jacuipenses – que jogam amanhã, domingo, no Barradão.   

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Na Fonte Nova

– Torcedor tricolor de ressaca, cabeça inchada ainda depois da desclassificação da equipe logo na primeira fase da Pré-Libertadores da América, no meio da semana, Fonte Nova cheia (Bahia 2 x 1 O’Higgins do Chile, no tempo normal e 3 x 4 para os chilenos na cobrança de pênaltis). Um prejuízo financeiro imenso e um prejuízo moral incalculável. Torcedor indignado, muitos pedindo a cabeça do treinador Rogério Ceni.

Fatos.

   Daí, a despeito do tempo bom e da temperatura amena em Salvador, 26 graus, um público diminuto nas arquibancadas da Fonte para um jogo de semifinal do Campeonato Baiano, o Tricolor em busca de um bicampeonato (pouco mais de 16 mil nas arquibancadas). Uma forma de protesto. O Bahia invicto na competição. Toda a responsa e cobranças em cima do esquadrão, favorito. Como estaria a cabeça dos atletas diante dessa realidade? O treinador Ceni optou por escalar o time titular, o mesmo que jogou contra o O’Higgins.

 Do outro lado, a Juazeirense, classificada em quarto lugar, sobretudo por conta de seu mando de campo, o precário Adauto de Moraes, no norte do Estado, onde quase sempre o visitante se dá mal. A Juá com a missão de surpreender, jogando estrategicamente fechadinha, por uma bola, um contragolpe, um erro do adversário.

 – Trajes: O Bahia com seu uniforme tri-colorido; camisetas listradas, calções azuis…A Juá de camisetas brancas, detalhes em vermelho e amarelo, calções vermelhos.     

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Com bola rolando …

– Torcedor (sobretudo a uniformizada Bamor) vaiando, chamando o time de pipoqueiro, desde o começo. Um Bahia nervoso, a bola queimando nos pés de alguns, Juá em cima, marcando alto, tentando surpreender, aproveitando-se do momento instável, de insegurança do adversário. Nessa hora vale tudo. Aos poucos a moçada tricolor foi assentando, passando a controlar as ações, pressionando. 

 – Aos 10, depois de escanteios e alguma pressão, Everton levantou para cabeçada de Roman Gomes e boa defesa de Campanelli, espalmando. Aos 18’, nova bola alçada, o goleiro da Juá trabalhando. A resposta, no contragolpe, exigiu saída providencial do goleiro Ronaldo. Jogo aberto, indefinido.

 – Aos 21’, o VAR chamou para o árbitro ver um lance de bola na mão de defensor juazeirense, pênalti reclamado pelos tricolores. O árbitro foi ver o vídeo e marcou a penalidade, sob protestos dos visitantes.

– Gol! 1 x 0 Bahia, William José cobrou forte, deslocando o goleiro. Aos 24min. Comemoração tímida, torcedor sem vibração, em protesto, cobrando mais.

– Gol! 2 x 0 Bahia, Pulga! Aos 36min. Recebeu em profundidade, pelo meio, livrou-se do marcador e bateu na saída do goleiro.   

– Logo depois, numa trapalhada do goleiro, Pulga finalizou mas o árbitro pegou falta do atacante no goleiro. O pessoal da Juá começou a apelar para faltas seguidas, duras, sob a complacência do soprador de apito. Aos 48, uma bomba de Jean Lucas, de longe, passou perto.

 Uma primeira etapa que começou com a Juá assustando, aproveitando-se do emocional dos tricolores, vaiados, a torcida pegando no pé. Aos poucos o Bahia foi encontrando seu jeito de jogar, trocando passes, bola no chão e os 2 x 0 aconteceram naturalmente. Alguns aplausos na descida pro intervalo. Coisas da paixão. Pulga foi o destaque positivo, Ademir… o de sempre. 

Segunda etapa – O tricolor voltou na dele, ofensivo.  Aos 4’, Ademir recebeu em profundidade de Caio Alexandre, invadiu e foi derrubado pelo goleiro Campanelli. Pênalti claro. Mas o VAR pegou impedimento de Ademir no lance. Antes dos 10’, saíram Ademir e Caio (machucado), entraram Kike e Acevedo.

–  Um Bahia sem apetite, apenas administrando a vantagem. A Juá sem poder ofensivo.  Daí…

– Gol! 3 x 0 Bahia, aos 18 min. Ótimo passe de Acevedo, em profundidade, pela direita, para a finalização de Kike Oliveira, batendo cruzado e rasteiro; a bola bateu no pé da trave e entrou.  Érick e Sanábria em campo.

-Aos 26, em falta ensaiada na frente da grande área, Juba acertou um foguete, Campanelli espalmou. Aos 32’, saiu Everton Ribeiro (aplaudido), entrou Nestor.

– Gol! 3 x 1, juazeirense. Bino, aos 34min, aproveitando uma bobeira defensiva  tricolor; invadiu, passou por Mingo e chutou forte, diminuindo.

–  O Bahia voltou a atacar, a Juá correndo, sem se entregar. Animado. Aos 41’, Juba cobrou escanteio, Erick testou e William José perdeu feio. Daí…

– Gol! 3 x 2, Juá.  O tal William José errou feio na frente da grande área, entregou; Virinho arriscou, mandou um balaço e diminuiu. Aos 43min.  

 A Juá foi pra cima, ao tudo ou nada. Fazendo pressão, sufocando. Vaias de volta, o torcedor não perdoa, pega no pé do W José.   

– Gol! Bahia 4 x 2, Sanábria! Aos 48min. Recebeu na esquerda, de Juba, livrou-se da marcação e acertou um chutaço no canto, aliviando a pressão, definindo.

 Nos minutos finais, voltaram as vaias – “time pipoqueiro!”

O torcedor quer e merece mais.   

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Destaques

O primeiro tempo de Pulga, entraram bem Kike e Sanábria no segundo tempo.

Na Juá, Pato, Bino…

As pixotadas defensivas do tricolor comprometem, foi numa dessas que ficamos fora da Libertadores. É preciso jogar sério e concentrado todo tempo, ou… a ‘vaquinha vai pro brejo.  

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Ficha Técnica

O Bahia escalado por Rogério Ceni: Ronaldo, Roman Gomez, Gabriel Xavier, Mingo e Juba; Caio Alexandre (Acevedo), Jean Lucas (Erick) e Everton Ribeiro; Ademir (Kike Oliveira), William José e Pulga (Sanábria).

– A Juazirense do técnico Carlos Rabello: Campanelli, Vitinho, Zé Romário, Educardo e Leandro; Breno, Natan, Elivelton e Luan; Pato e Bravo (Pardal, Tardelli, Marlon, Bino, Mandakaru).

– No apito, com a ajuda do VAR, Bruno Vasconcellos.

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Neste domingo, 1º de março, a outra semifinal, valendo passagem para uma final de campeonato, contra o Bahia: Vitória x Jacuipense, no Barradão, às 16h.

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Foto: EC Bahia – Letícia Martins