Brasil joga pouco e só empata com Marrocos na estreia

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Pelo que não jogamos, sobretudo no primeiro tempo, o empate de 1 x 1 foi até um bom resultado. Em termo de classificação, o resultado deixa claro que Brasil e Marrocos devem passar para a fase seguinte da competição, pelo Grupo C. São equipes superiores, em tese, a Haiti e Escócia, mas…  a atuação da equipe do treinador Ancelotti foi muito abaixo do que a torcida e nosotros esperávamos. Uma primeira etapa frouxa, coletivamente ruim, fomos dominados. Preocupante. No segundo tempo até equilibramos, marcamos mais forte, tivemos mais posse de bola. O fato é que precisamos melhor muito, em todos os setores. Falta-nos pegada, dinâmica, e… qualidade técnica, sejamos claros. Pelo que temos visto, temos uma equipe apenas mediana.

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Em Nova Jersey

 – Noite de louvores a Santo Antônio, Brasil afora, altares, casas e ruas em verde & amarelo, as cores da Seleção. Tensão e expectativa de uma estreia, até para o mais que veterano Ancelotti, um  ex-atleta campeão, um treinador vitorioso, rodado, que nunca dirigiu um escrete em copas.

– Estádio moderníssimo, arquibancadas lotadas. Calor, tempo limpo, sem previsão de chuvas.

– O Brasil com sua amarelinha e novidades na escalação – laterais mais jovens e o centroavante Igor começando.  Marrocos de vermelho. Kaká, Ronaldo, Roberto carlos, Romário…  muito ex e ainda ídolos presentes.

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Com bola rolando…

Marrocos começou melhor. Marcando alto e forte, pressionando, ganhando as divididas, nosso meio-campo envolvido, sem conseguir por a bola no chão, trocar passes. Só depois dos 10min fomos acalmando, entrando no jogo.

– Aos 13’, a nossa primeira investida, lance claro de gol. Vini Jr foi ao fundo, pela esquerda, e cruzou na cabeça de Igor que falhou na tentativa de testada, na pequena área.

Equilibrou. Mas…

– Gol! 1 x 0 Marrocos, aos 20min, Saibari. Bola perdida no meio de campo (Paquetá), enfiada por Brahim Diaz no meio da zaga brasileira, Saibari ganhou na velocidade e tocou na saída desesperada de ‘Alisson, abrindo o placar.

 Os brasileiros sentiram o golpe, perdidos, lentos, marcando mal, envolvidos. Mas…

– Gol! 1 x 1, Brasil, Vini Jr. Numa boa trama pela esquerda, Vini Jr, livrou-se do marcador e bateu forte de pé direito, na bochecha da rede, empatando, aos 32min.

  Um gol, em lance individual, para a nossa seleção pôr a cabeça no lugar e voltar pro jogo. Precisávamos ganhar as disputas no meio-campo, nas intermediárias, ter mais a bola. Aos 45’, primeira boa jogada de Paquetá, pegando de voleio, da meia lua, para defesa de Bono, espalmando. 

Marrocos fez uma primeira etapa melhor, coletivamente, marcando e correndo mais, ocupando melhor os espaços, mais objetivo. O Brasil desarrumado, mas com alguns bons lampejos individuais. Igor não viu a cor da bola, Raphinha e Bruno Guimarães sumidos, Casemiro perdido. Vini Jr ativo, fez um golaço. Ainda bem que achamos o empate quando os norte-africanos dominavam. Toda a segunda etapa pela frente para tomarmos as rédeas, o controle da partida.

Segundo ato – Ancelotti voltou com mudanças; entraram Danilo e Fabinho, saíram Ibañez e Casemiro, ambos com cartões amarelos. Sò.

 – O Brasil voltou com uma postura mais agressiva, as linhas de marcação mais adiantadas, apertando, chegando nas divididas. Um recomeço mais parelho, os brasileiros ficando mais com a bola, atuando mais no campo inimigo. Mas nenhuma chance de gol foi criada até os 15 minutos, nem lá nem cá.

Daí, Ancelotti lançou Matheus Cunha e Luis Henrique, saíram Paquetá e Igor. Raphinha agora mais solto pelo meio. Um jogo então mais brigado que bem jogado, pobre de técnica e emoção.  De repente, as duas equipes pareciam satisfeitas com o empate.

– Aos 32’, boa metida de bola de M Cunha para Vini Jr que cruzou por baixo, Raphinha bateu e o goleiro Bono catou. Foi o primeiro chute a gol brasileiro na segunda etapa.      

Seguiu o baba, cadenciado. O árbitro, bom, acrescentou 10 min ao tempo normal. Aos 47’, Danilo Santos tentou, bola nas mãos de Bono. Aos 53’, Alisson foi defender um chute de longe que ia fora, bateu roupa e quase entrega o leite.

Deu empate. Nada empolgante, mais preocupante.      

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Destaques

O garoto Ounahi, meio-campista, jogou muio. Hakimi, Mazzraoui, Brahim Diaz foram os melhores.

No Brasil, Vini Jr foi o menos mal, individualmente. O ajuste que Ancelotti fez no intervalo, mudando a postura da equipe. Abaixo, Marquinhos, casemiro, B Guimarães, Paquetá, Raphinha… Horrível Igor. Preocupante o goleiro Álisson, fora de tempo.

Matheus Cunha, Danilo Santos são titulares.    

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Ficha técnica

– A Seleção Brasileira do Carlo Ancelotti: Álisson, Ibañez(Danilo) Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos) e Paquetá (M Cunha); Raphinha, Igor Tiago (L. Henrique) e Vini Jr.

– Marrocos do treinador Mohamed Ouahbi: Bono, Hakimi, Chadi Riad, Diop, Mazraoui; Bouaddi, El Ayanoui e Ounahi; Brahim Diaz, Saibari e El Khannouss. (Talbi, Mourabet, Eddine…)  

– No apito, o esloveno Slavko Vincic.

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 O Brasil faz seu segundo jogo pela fase classificatória, Grupo C no dia 19, uma sexta-feira, às 21h30, contra o Haiti.

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  Ainda pelo Grupo C (o do Brasil), às 22h de sábado (dia 13), Haiti x Escócia.

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  Goleada norte-americana

  A grande surpresa, sensação da Copa até aqui, nessa primeira rodada, foi sem dúvida a goleada (4 x 1) dos EUA sobre o Paraguai, em Los Angeles, na tarde/noite de sexta-feira, mais de 70 mil pessoas nas arquibancadas. Um massacre dos donos da casa, com um futebol ofensivo, veloz, em ritmo intenso, sufocando o adversário todo tempo. O placar poderia ter sido maior, os nossos vizinhos paraguaios não viram a cor da bola, levam 3 x 0 só na primeira etapa.

  Destaques para o atacante Balogun, filho de nigerianos nascido em Nova Iorque, 24 anos, autor de dois gols, e para o meia Pulisic, que destruiu a defesa paraguaia. O gol de honra do Paraguai foi marcado por um brasileiro, o meia atacante Maurício, que joga pelo Palmeiras e naturalizou-se paraguaio no intuito de jogar a Copa.

Um péssimo resultado para o Paraguai.

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 Empate surpresa no final

 Na tarde de sábado, em San Francisco/Califórnia, pelo Grupo B, a Suíça foi melhor e vencia Catar até o último minuto, quando vacilou e cedeu o empate, surpreendente.  Bom público, arquibancadas em vermelho e branco total. Os europeus jogaram de camisas verdes claras, os árabes de vermelho. Os suíços abriram o marcador aos 17’, com Embolo cobrando, forte e colocado, um pênalti cometido pelo goleiro Abunada, do Catar, numa disputa de bola na pequena área – 1 x 0 Suíça. Os europeus comandaram as ações em campo. Os catarianos correndo, suportando; Abunada teve trabalho.

 No segundo tempo, o mesmo panorama; as ações no campo ofensivo suíço, chances de gol perdidas. Vez em quando o Catar conseguia umas estocadas, traiçoeiros. E deu-se a surpresa: – Já aos 90min, num contragolpe, a bola cruzada da esquerda e Khoukhi subiu mais que o marcador e testou na pequena área, empatando, quando ninguém mais esperava. Vigorou o chavão futebolês: ‘quem não faz…toma!”  

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  Domingo cheio

  – A agenda dos jogos domingueiros da primeira fase começa a uma hora da madrugada, com o confronto Austrália x Turquia, pelo Grupo D (o dos EUA).

Às 14h tem a estreia da Alemanha contra Curaçao, pelo Grupo E.

Holanda enfrenta o Japão, às 17h, pelo Grupo F.  Ás 20h, Costa do Marfim x Equador (Grupo E). Fechando o domingo, às 23h, Suécia x Tunísia, pelo Grupo F.

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 Bola de arte   

 Belíssima Trionda, a bola da Copa 2026. Nas cores oficias dos três países anfitriões – branco, vermelho, azul e verde – formas ou desenhos em ondas que se entrelaçam. Uma pelota decorativa, arte pura.