Cão comunitário é morto com requintes de crueldade na Boca do Rio; caso mobiliza autoridades em Salvador

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Um caso de extrema violência contra um animal causou indignação entre moradores da Boca do Rio, em Salvador, neste domingo (6). O cão comunitário conhecido como Galego, de 11 anos, morreu após ser vítima de um ato de crueldade nas proximidades da unidade da Embasa, na região da Bolandeira.

Segundo moradores e protetores independentes, Galego era um animal conhecido pela comunidade. Castrado, vacinado e alimentado por voluntários, ele vivia na área há anos e era considerado dócil por comerciantes, funcionários e moradores do entorno.

A morte do animal provocou forte comoção e também preocupação entre a população local. Moradores afirmam que a violência empregada no crime gerou medo entre trabalhadores da região e levantou suspeitas de que o autor possa representar risco também às pessoas. Nas redes sociais, o caso já vem sendo comparado ao episódio que ficou conhecido como “Orelha de Salvador”, em referência a uma série de crimes que chocou a capital baiana.

De acordo com informações dos protetores, equipes da Polícia Ambiental estiveram no local para registrar a ocorrência. O caso também foi comunicado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), à Polícia Militar da Bahia e à Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa), que deverão acompanhar as investigações.

Entidades de proteção animal e moradores pedem que testemunhas ou pessoas que possuam imagens e informações que possam contribuir para a identificação do responsável procurem as autoridades policiais. A expectativa é de que o caso seja investigado e que o autor responda pelos crimes previstos na legislação de proteção aos animais.

A Lei Federal nº 9.605/1998, alterada pela Lei nº 14.064/2020, prevê pena de reclusão para quem praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar cães e gatos.