Lula se reúne com Zelensky e diz ter “boa conversa” sobre “caminhos da paz”

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Após uma série de desencontros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, teve seu primeiro encontro presencial com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nesta quarta-feira, 20 de setembro. Zelensky evitou a imprensa, entrando por uma porta lateral do hotel onde o chefe do Executivo brasileiro estava hospedado, e a reunião foi realizada a portas fechadas.

Participaram da conversa o chanceler Mauro Vieira, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, e o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta.

Lula compartilhou, através das redes sociais, que teve “uma boa conversa sobre a importância dos caminhos para a construção da paz e da necessidade de mantermos sempre o diálogo aberto entre nossos países.”

Anteriormente, em março, os líderes haviam conversado por telefone, e em maio, haviam tentado um encontro durante a cúpula do G7 no Japão, que não ocorreu devido a conflitos de agenda. Na época, o governo brasileiro alegou ter oferecido dois horários para o líder ucraniano, que não pôde comparecer. A Ucrânia, por sua vez, alegou que a equipe de Lula demorou para responder sobre a disponibilidade para o encontro, e quando o fez, Zelensky já tinha outros compromissos. Após esses desencontros, Zelensky fez declarações polêmicas, como acusar Lula de repetir as falas do presidente russo, Vladimir Putin.

Lula também havia declarado anteriormente que Zelensky compartilhava a responsabilidade pela guerra, argumentando que “quando um não quer, dois não brigam”, e sugeriu que a Ucrânia abrisse mão da Crimeia. Além disso, o presidente brasileiro negou a venda de material militar para o governo ucraniano e não apoiou sanções contra a Rússia.

Este encontro ocorre após Lula ter feito uma declaração controversa, afirmando que Vladimir Putin não seria preso se viesse ao Brasil para a reunião do G20, apesar de ter uma ordem de prisão por crimes de guerra no Tribunal Penal Internacional (TPI), do qual o Brasil é signatário. Mais tarde, Lula recuou dessa declaração, mas admitiu não compreender totalmente a utilidade do TPI e afirmou que estudaria por que o Brasil assinou o tratado.

Por outro lado, Lula tem defendido a criação do que ele chama de “clube da paz”, que teria como objetivo negociar o fim do conflito no Leste europeu, que já dura um ano e meio. O presidente brasileiro está programado para retornar ao Brasil na noite de quarta-feira, 21 de setembro.

Durante a abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 19 de setembro, Lula destacou que o conflito na Ucrânia demonstra a incapacidade dos países membros da ONU em alcançar a paz.

Além disso, Lula se reuniu anteriormente com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e lançou uma iniciativa global chamada “Coalizão Global pelo Trabalho” para promover empregos dignos. Ele também está previsto para se encontrar com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, antes de embarcar de volta para o Brasil ainda hoje.