O Encontro Cultural e Intercâmbio Internacional de Capoeira, que teve início no último dia 12 e segue até dia 23, com ações e atividades em Salvador e Região Metropolitana, vai debater o feminicídio. Capoeiristas de várias idades estarão reunidos nesta quarta-feira, 19 de agosto, a partir das 13h, no Núcleo ADRA de Desenvolvimento, que fica na Travessa Senhor do Bonfim de Cima, na localidade de Cassange , n° 229, no bairro São Cristóvão.
A palestra “Atenção dos Sinais”, às 13h30, será com a facilitadora Noêmia Oliveira, Presidente do Núcleo da Mulher de Lauro de Freitas. Em seguida, Renata Motta, comunicadora investigativa, e Maria Lúcia, Presidente do Instituto Social Semeando Amor, que irão explanar sobre de que forma a sociedade e familiares podem e vítimas podem identificar as primeiras manifestações de agressões, sejam elas verbais ou físicas. .
Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, uma média de cerca de quatro mulheres mortas por dia e um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. O país registrou 741 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, uma redução de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 760 casos.
Com o tema “Capoeira Mangangá, há 25 anos fazendo história”, durante os 12 dias, as ações estão programadas para locais e espaços abertos ao público, e com acesso adequado às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Em Salvador, nos bairros: Pau Miúdo – sede da Mangangá, Sete de Abril, Jardim Nova Esperança, Lagoa do Abaeté, Farol da Barra, Pernambués, Castelo Branco, Cassange, IAPI, Tancredo Neves, Cabula (Teatro da UNEB). Na Região Metropolitana de Salvador: Simões Filho.
Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
