Ano Jubilar Passionista, Paixão pela Vida

         



Por Joselito Conceição
Alguém que atraiu milhares espalhou seu estilo de vida particular, chegando a lugares longínquos, penetrando na intimidade dos corações daqueles que aderiram a sua proposta: Paolo Francesco Danei, de família nobre, boa posição social, 17 filhos, ele era o segundo, em Ovada, norte da Itália, entretanto eles não eram ricos. Quando tinha idade propicia, passou ajudar o pai, entretanto seu interior reclamava outros propósitos; “Quem quiser vir após mim, renuncia a si mesmo, carrega sua cruz e siga-me” (Mt.16,24). Desde criança, Paulo tinha o hábito da leitura de vidas heroicas, os santos; o modo de viver eremita, exercia nele singular atração, tinha dedicação à oração e penitência. Sua família muito contribuiu com sua formação cristã.
Certo dia, Paulo ouvindo a pregação de um padre, decidiu sua vida. Foi viver como eremita, distante dos burburinhos urbanos. Cresceu espiritualmente de tal forma que foi autorizado pelo Bispo a pregar nos povoados, impregnado na contemplação do amor de Cristo. A paixão de Cristo encantava Paulo; “quando eu for levantado da terra, atrairei todos a mim” (Jo12,32), ele tinha um jeito particular de saborear esse versículo. Apaixonado pela mensagem da cruz, tornou-se sacerdote do Senhor.
“Paixão pela vida” é lema da Congregação Religiosa, os Passionistas, criada no dia 22 de novembro de 1720 por Paulo Francisco Danei, ou, simplesmente, Padre Paulo da Cruz. Clérigos, religiosos, monjas, leigos, formam a família Passionista, missionários a partir da Itália, presente em quase todo mundo.
Na cidade do Salvador, os Passionistas chegaram a convite do saudoso Cardeal Arcebispo de Salvador, Primaz do Brasil, D. Augusto Álvaro da Silva, na igreja da Boa Viagem em 1948, permanecendo até os dias de hoje. Marcada pelas Santas Missões pregadas pelos padres Passionistas, a Boa Viagem muito cresceu como paróquia, que deu nesse período dois Bispos, D. Washington Cruz, Arcebispo de Goiana-GO e D. Tommaso Cascianelli, Bispo de Irecê-BA.
Os Passionistas celebram ano Jubilar pelos 300 anos entre 22 de novembro de 2020 e 01 de janeiro de 2022 em todo o mundo. Na Boa Viagem, desde sábado vindouro, 21 de novembro, pode-se participar das 15 horas às 17 horas de um momento de espiritualidade com aqueles que se identificam como, “Anunciadores do crucificado, testemunhas da ressurreição”, seguindo um modelo de vida que é para o mundo, mas não é do mundo, festeja com santo clamor, seu lema, “Paixão pela Vida”.

Nos autos dos Passionistas, certamente está escrito o nome de Maria Rita Lopes Pontes, fiel paroquiana da Boa Viagem, que alegra a partir daquele cantinho da cidade do Salvador, o coração de muitos em todo mundo, Santa Dulce dos Pobres, que por especial graça do Senhor e intercessão da Virgem Maria, seu Santuário, está dentro da sua paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem e Bom Jesus dos Navegantes. Santa Dulce, mesmo não sendo Passionista oficialmente, seguramente deve ter experimentado o sabor dessa espiritualidade, que faz grande elenco de santos. O testemunho de vida dessa Santa paroquiana dá conta de que ela soube bem interpretar o hino dos Passionistas, não apenas com palavras, mas com ações, um exemplo que comove e converte endurecidos corações:

 “Passionistas me chamas a ser, 

 missionários da cruz da Paixão,

servidor do amor revelado

do crucificado que existe no irmão”

São Paulo da Cruz, rogai por nós!

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Diácono, Radialista, Articulista no portal Noticia Capital