Natal: fantasia e realidade

         



Por Joselito Conceição
Uma fantasia que faz parte da realidade infantil; motivação midiática para os meios de comunicação na promoção da comercialização da época; aquecimento do comércio, com consequente aumento da produção para atender à demanda, à procura, maior que a oferta. Essa é a realidade da fantasia do “Bom Velhinho”: alegria para uns, frustração para outros; uns esperam, outros não têm o que esperar. Por vezes, a caridade alheia surpreende e faz sorrirem alguns rostinhos que tinham sido entristecidos pela canção que diz: “Botei meu sapatinho na janela do quintal, Papai Noel botou meu presente de Natal”. Essas tão pobres que nunca foram lembradas pelo bom velhinho, sem sapatinhos na janela do quintal, sem casa para morar, nunca tiveram “presente de Natal”. Não deveria ser assim. Se a verdade do Natal fosse vivida, não teríamos essas tristezas:
“O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu: enviou-me para dar a Boa Nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; para proclamar o tempo de graça do Senhor” (Isaias6,1-2);
O profeta prefigura, nesse texto, o Messias esperado (Jesus), aquele que havia de vir. Experimentavam um longo advento. Hoje, temos outra realidade: Jesus não é mais promessa. “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória” (João 1,14). A fé nos anima, “ELE está no meio de nós”(Cf. Mt.28.20).
É a festa do nascimento de Jesus, certeza de Deus entre nós. Motivos diversos desvirtuam o Natal, razões de tantos corações entristecidos, na noite própria para alegria. Mas não deixe que isso lhe aconteça. Cante conosco:
“ Então, é Natal! E o que você fez?
O ano termina e nasce outra vez.
Então, é Natal, a festa Cristã
Do velho e do novo, do amor como um todo.
Então, bom Natal e um ano novo também.
Que seja feliz quem souber o que é o bem.”
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Diácono, Radialista, Articulista no Portal Notícia Capital