STF deve impedir Lula de disputar eleição mesmo se Moro for considerado parcial

         



O STF (Supremo Tribunal Federal) deverá manter Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inelegível caso ele queira se candidatar em 2022, mesmo se o ex-juiz Sergio Moro for considerado parcial no julgamento do ex-presidente no caso do tríplex do Guarujá (litoral de São Paulo).

Ainda que a defesa do petista insista que Moro atuou também nesse processo, os ministros da 2ª Turma do STF devem analisar somente o caso do tríplex. Assim, a condenação de Lula no processo de Atibaia persistirá.

O ex-presidente permanecerá inelegível pelo menos até eventual julgamento de imparcialidade do ex-juiz também neste caso, até o momento sem data certa para ocorrer.

De acordo com a publicação, juristas e advogados que acompanham o caso de Lula insistem que todos os processos dele em que Moro atuou devem ser tratados da mesma forma.

“Parcialidade é uma condição personalíssima. Uma vez admitida para um caso, passa a contaminar todos os demais. A consequência, pois, é a anulação de todos os processos conduzidos pelo Moro que envolvem o ex-presidente Lula”, afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas.

Lula já convocou Fernando Haddad para disputar a eleição presidencial em 2022. O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, que perdeu para Jair Bolsonaro em 2018, aceitou o convite.