César Romero envereda pelo gênero de minicontos e lança o livro “Tempo Nômade” em três línguas

         



O artista plástico César Romero está se aventurando em novos horizontes da expressão artística com o lançamento, pela Amazon, do livro de minicontos “Tempo Nômade” em português, inglês e espanhol. São 132 textos, com 132 ilustrações coloridas, feitas pelo autor. O link é www.amazon.com.br/dp/B08TJ41KTZ.

O miniconto, que surge no campo da Literatura como um novo gênero, é uma narrativa curta e associada ao que se pode chamar de Estética do Minimalismo. “Quanto menor o número de caracteres, mais potência tem o miniconto, e a ideia é que, no mínimo de palavras, seja apresentado todo um contexto e uma ação em torno do pouco que é escrito”, afirma César Romero. Entre algumas das características do miniconto destacam-se personagens planos, concisão narrativa direta, totalidade, retrato de pedaços da vida, brevidade, precisão e disciplina.

É o que acontece também em “Tempo Nômade”, no qual o leitor preenche os “espaços em branco” de acordo com sua imaginação e as palavras tornam-se essenciais para elaborar o conflito central e ativar a imaginação do leitor que define o final.

“Para ampliar o alcance do texto, decidi eu mesmo fazer as ilustrações. É um outro projeto, no qual abdiquei da minha iconografia tão rígida, do meu repertório de imagens, ao qual sou fiel há décadas. Num exercício de novas possibilidades, passei por muitos ‘ismos’. Assim levei o minimalismo dos minicontos ao desenho e à pintura. Mesmo sendo outro o caminho que experimentei, traz minha fantasia, fases de pinturas passadas, minhas cores, meu “pensamento matemático” e, ainda que as transfigurando, me apropriei de algumas imagens de comunicação de massa, como é usual na arte contemporânea”, detalha César Romero.

O artista baiano parafraseia Marcel Duchamp – o leitor faz o miniconto – e explica que o precursor deste estilo foi o escritor guatemalteco Augusto Monterroso, quando escreveu "O Dinossauro” que tinha apenas uma frase: “Quando acordou o dinossauro ainda estava lá”.