Bruno Reis defende toque de recolher decretado por Rui Costa

         



O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), defendeu o toque de recolher decretado pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT). A medida, que vale por sete entre 22h e 5h, começa a valer a partir de amanhã. O decreto atinge 343 das 417 cidades baianas. Segundo o governo, os municípios que ficaram de fora não estão com as taxas elevadas da Covid-19.

“Concordo com a medida que o governador tomou. Dei a minha opinião favorável (ante)ontem (na reunião com os prefeitos). Das 22h às 5h da manhã, ninguém na rua. Vai estar a Polícia Militar. Vou ter que reforçar mais as equipes. Vamos ter que contratar mais pessoas, tirar pessoas de setores da prefeitura para garantir o cumprimento dessas medidas que, na prática, representa fechar bares, restaurantes e todo o comércio às 22h. E, conforme estabelecido no decreto, o que cabe à prefeitura? Interditar e cassar o alvará. O que cabe ao governo do Estado? Vai responsabilizar criminalmente quem não cumprir os decretos”, disse o democrata, em entrevista à imprensa.

“As pessoas precisam entender, principalmente, o setor produtivo, as pessoas que querem preservar seus empregos, que essa é uma medida para chamar a atenção da gravidade do momento que nós estamos enfrentando, para não ter que semana que vem, por exemplo, ter que decretar lockdown. Estamos livres de decretar lockdown? Não. E (ante)ontem isso foi discutido claramente. O pior do mundo é chegar na UPA e não poder ser atendido, porque está lotada. (...) Espero que todos respeitem e evitem aglomeração”, acrescentou.

De acordo com Rui Costa, se não houver uma diminuição no número de casos de coronavírus, há um risco de colapso no sistema de saúde. Em entrevista à TV Bahia, o governador defendeu que cinemas, restaurantes e bares, que são atividades não essenciais, sejam fechados para atenuar a disseminação do vírus. Disse ainda que o estado vive um dos piores momentos da pandemia.

“A gente vive o terceiro pior momento desde o início da pandemia no ano passado. O pior mês durante todo o período foi julho, onde tivemos 2 mil óbitos e chegamos a ter 30 mil casos ativos. O segundo pior mês tinha sido o mês de junho quando tivemos 1,7 mil mortes e chegamos a ter 27 mil casos ativos. E agora em janeiro e fevereiro, temos o terceiro pior mês. Temos 15 mil casos ativos em crescente esse número”, pontuou.
Da Tribuna/Foto: Valter Pontes