Rui Costa defende que PT tenha candidatura própria à Presidência

         



O governador da Bahia, Rui Costa (PT), defendeu que o seu partido lance candidatura própria à Presidência da República em 2022. Na campanha de 2018, o petista baiano se posicionou contrário, e era favorável que a sigla apoiasse o então candidato Ciro Gomes (PDT). A legenda, no entanto, decidiu lançar o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que chegou a ir para o segundo turno, mas foi derrotado por Jair Bolsonaro (sem partido).

“Acho que não é obrigatório ter um candidato, mas por que ter um candidato? Porque temos muito a mostrar. Se a gente olhar a história recente do Brasil, em que período se abriu mais vagas em universidades públicas? Foi em que governo? Governo do PT. Em que período construiu mais unidades básicas de saúde? Em que governo foi? No governo do PT. Em que período se construiu mais habitação popular para a população? Foi no período do PT. Em que período se fez mais investimentos em obras de infraestrutura, abastecimento de água, saneamento básico, na história do Brasil? Foi no governo do PT. Então, nós temos muito a mostrar, nos governos estaduais também. Meu governo tem, por exemplo, 10 hospitais novos entregues, vou chegar agora a 25 policlínicas regionais construídas para fazer diagnóstico de média complexidade. Todos os exames que o ser humano precisa. É o maior investimento do Brasil em saúde pública”, declarou Rui Costa, em entrevista ao programa Manhattan Connection, que é transmitido pela TV Cultura.

O governador afirmou ainda que não se pode impedir os partidos de lançarem postulantes ao Planalto. "Caberá ao eleitorado definir quem irá para o segundo turno. Não se pode de forma totalitária, autoritária, impedir que o partido A, B, C lance candidato. As pessoas vão se apresentar, vão apresentar suas propostas, e o eleitorado vai decidir. Com certeza, no segundo turno, o Brasil haverá de olhar para o futuro e construir uma nação com inclusão social", afirmou.

Ainda no programa, o apresentador Caio Blinder disse que Rui seria um candidato melhor do que Haddad para disputar a eleição de 2022. O ex-presidente Lula, entretanto, decidiu lançar Haddad para a briga presidencial. O governador baiano deu risada e afirmou: “Eu fico mais animado tendo seu depoimento e eventualmente o seu voto já me anima. Mas acho que não tem nada definido. A minha percepção é que o presidente Lula fez foi iniciar o debate, a direção nacional fez isso, e é legítimo que o candidato em 2018 (Haddad) puxe, inicie o debate nacional. (Mas) queremos participar ativamente desse debate”, pontuou.

Rui criticou a decisão de Bolsonaro de ampliar o acesso ao armamento. “(Isso) incomoda e muito. Nós devemos estar ouvindo, neste momento, a liberação e a compra de vacinas para salvar vidas humanas. Não conheço qual o país do mundo que facilite o acesso às armas, e tenha baixos índices de mortes. Infelizmente, a pauta principal do presidente parece ser aquilo que dialoga com os setores mais violentos da sociedade, com milícias, a morte. Eu gostaria que o diálogo presidencial fosse com a vida, com investimento em saúde, geração de empregos e renda. Percebemos um vazio completo de um programa para saúde, para educação, para infraestrutura”, afirmou.
Da Tribuna