Wagner admite que é candidato a governador

         



Pela primeira vez, o senador Jaques Wagner (PT) admitiu que é candidato a governador da Bahia em 2022. Será a quarta vez que o petista entrará na disputa pelo Palácio de Ondina, tendo tido êxito em 2006 e 2010. Foi postulante em 2002, mas acabou derrotado pelo então pefelista Paulo Souto. Desta vez, o provável adversário de Wagner é o ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto.

"Sou (candidato). Mas estou insistindo em dizer para as pessoas que, para chegar bem em 22, temos que estar trabalhando na angústia do povo. Então, brigando por auxílio... (Mas) não dá para conversar de eleição agora. A gente tem que trabalhar em 21 para salvar vidas", disse Wagner ontem, em entrevista à rádio Metrópole.

No início de fevereiro, o PT havia lançado o senador como postulante ao Palácio de Ondina. Nos bastidores, aliados já tinham dito que Wagner estava “animado” para ser candidato ao governo da Bahia. A única pedra no meio do caminho era o governador Rui Costa (PT), que encerra o mandato em dezembro de 2022 e teria o interesse de ter um mandato nos próximos anos. Neste cenário, Rui gostaria de disputar o Senado, mas a avaliação é de que não haveria espaço em uma chapa, com apenas três vagas, para dois petistas. No entanto, o chefe do Executivo baiano disse que não é a sua prioridade brigar para ser senador em 2022.

“O plano número um é fazer o sucessor aqui na Bahia. Além disso, me colocar à disposição para a tarefa que o partido entender que eu posso cumprir no plano nacional. Mas repito que a prioridade na Bahia não é necessariamente uma candidatura ao Senado, e sim fazer a sucessão ao governo. Não tomo nenhuma decisão sozinho, mas não há sangria desatada nem projeto pessoal de candidatura ao Senado colocada”, afirmou ele, em entrevista à revista Época.

Na mesma entrevista, Rui ressaltou a vontade de ser candidato a presidente da República. “Sim. Meu nome está à disposição. Mas repito que isso não é e não será transformado em um projeto pessoal no sentido de trabalhar, costurar. Sempre fiz política de forma coletiva, e não mudei essa forma de pensar e agir e não mudarei isso agora. Mas meu nome está à disposição. Independentemente de ser candidato ou não, quero contribuir com este debate nacional de conteúdo para derrotar o governo”, declarou.
Da Tribuna