Deputado baiano reúne lideranças nacionais e reforça impeachment de Bolsonaro

         



Com mais de mil pessoas online, a plenária do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) reforçou o pedido de vacinação em massa, de garantias dos direitos trabalhistas, ampliação do auxílio emergencial e de políticas para conter os efeitos da pandemia. Durante o sábado, lideranças petistas de diferentes estados debateram os temas e focaram no processo conjunto das frentes populares e dos movimentos sociais e sindicais em retirar o presidente Bolsonaro do cargo o quanto antes. “Já não pedimos o impedimento, o nosso ‘fora, Bolsonaro’ é um pedido de intervenção, são quase 3 mil mortos por covid ao dia. Não tem como uma pessoa com experiência em matar ficar no comando do gerenciamento de uma crise sanitária como essa, negando a existência do vírus, das mortes e até da vacina”, dispara Valmir.

 

Na oportunidade, o parlamentar lançou um site (www.valmirassuncao.com.br) para aproximar a militância dos debates. No encontro com apoiadores do mandato, militantes de movimentos, incluindo partidos de esquerda, foi possível ter acesso a opiniões diversas sobre o mesmo assunto envolvendo a intervenção na Presidência. Todos que participaram na plenária ‘Gerson Pataxó’, em homenagem ao político indígena que faleceu vítima de covid, defenderam vacinação em massa e retomada urgente do auxílio emergencial “para manter o povo em casa sem morrer de fome”. “Classifiquei essa semana o presidente [Bolsonaro] como o grande aliado do vírus. Ele que é o aliado da morte, que está ceifando a vida de brasileiros durante essa crise”, reforça o governador da Bahia, Rui Costa (PT).

 

A defesa de uma base comandada pelo ex-presidente Lula foi defendida pelo ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT). “Temos que ajudar o companheiro Lula a produzir uma plataforma ousada com novos instrumentos e oferecermos ao Brasil uma oportunidade nova para sair dessa crise”. O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi outro que destacou o retorno de Lula nos debates. “Temos um governo absolutamente anacrônico. E o viés autoritário desse presidente é porque ele não sobrevive na democracia por ser um homem que não tem projeto. Bolsonaro não tem projeto para o Brasil, e está perdido com a volta de Lula ao cenário”, descreve o ex-governador.

 

Participaram do encontro, o ex-candidato a prefeito de São Paulo, Guilherme Boulos (Psol), a ex-ministra de Desenvolvimento Social, Tereza Campello, o membro da direção nacional do MST, João Pedro Stédile, e a secretária de Movimentos Populares do PT, Vera Lúcia Barbosa. Os debates também contaram com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), com os secretários baianos Jerônimo Rodrigues (SEC), Arany Santana (Secult), Fabya Reis (Sepromi) e os deputados Bira Coroa (PT), Marcelinho Veiga (PSB) e Fátima Nunes (PT). Os federais Alexandre Padilha (PT-SP) e Benedita da Silva (PT-RJ), o presidente estadual do PT, Éden Valadares, além de membros da EPS e do PT, prefeitos e vereadores completam a lista.