Wagner diz que pesquisa é ´bobagem` e compara Neto a ´cavalo paraguaio`

         



O senador e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse ontem que o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, que apontou a liderança de ACM Neto (DEM) na disputa ao governo em 2022, é uma “bobagem”. O petista ainda comparou o ex-prefeito de Salvador a um “cavalo paraguaio”. Em entrevista à rádio Sociedade, Wagner declarou que a consulta foi feita para o “cara fazer festa no dia” e vale “muito pouco” a um ano da eleição.

“Se ele está se animando muito com essas pesquisas, é capaz de ter uma surpresa. (ACM Neto) não está nem um momento bom. Teve uma briga lá com Rodrigo Maia. Aqui, o aliado dele (João Roma) foi para o governo Bolsonaro. Aí disse que não queria ir. Não quero me meter”, afirmou. Wagner lembrou que a pesquisa em 2006 apontava a derrota dele para o então do governador Paulo Souto (DEM), mas ele venceu a briga eleitoral no primeiro turno. “(A pesquisa) não mexe com minha emoção. Tanto faz se tivesse atrás ou tivesse na frente. (...) Tem gente que gosta (de pesquisa) e quando chega na reta final é igual aqueles cavalos paraguaios. Sai assim e quando chega na reta final chega atrás porque cansa. Vamos esperar. Tem tanta coisa para rolar”, acrescentou.

Para ele, os eleitores não estão preocupados com o pleito, mas estão "agoniados com a vacina, auxílio e emprego, tem tanta gente falecendo, com famílias enlutadas”. Wagner disse também que "me sinto orgulhoso do que fiz” nos oito anos de governo, “e com vontade sempre de fazer mais". “A gente sempre fica com a sensação de que gostaria de ter feito mais. Alguns planos não foram concluídos. Mas, graças a Deus, a administração que me sequenciou, a do governador Rui Costa, manteve aquela toda programação. Ele tem uma competência muito grande na área de gestão”, salientou.

Ainda na entrevista, Wagner falou sobre a morte do policial militar Wesley Soares. Depois de um possível “surto”, o soldado atirou para cima e contra policiais no último domingo na região do Farol da Barra, em Salvador. Após a ação dele, policiais reagiram e ele morreu. O senador mostrou ter dúvida se houve um surto psicótico mesmo. “O desfecho que se espera não é esse. O desfecho é de que pudesse chegar ao Wesley. Não sei se é o caso de tratamento psicológico, porque estava com o rosto verde amarelo, saiu de Itacaré para cá. Foi uma ação pensada. Ele estava no seu plantão lá em Itacaré. Estava armado porque estava em seu horário de trabalho. Pega essas armas e vem para cá para a capital, no lugar de visibilidade grande. E faz aquele disparo. Eu não sei o detalhe. (...) Só queria pedir a tropa da Polícia Militar, aos seus comandantes, que a gente tenha a tranquilidade de esperar as investigações”, pontuou, ao defender Rui Costa das críticas de adversários e dizer que “o governador não estava no comando da operação”.
Da Tribuna