As santas mulheres de Itapagipe

         



Por Diácono Joselito Conceição
Em todos os lugares encontramos histórias próprias, algumas pitorescas, outras miraculosas, como é o caso da velha Península de Itapagipe. Os casos pitorescos do jornalista e escritor itapagipano; Jolivaldo, vem falando nas suas crônicas e livros. Os “causos” de Itapagipe são tantos, que todos escritos dariam uma enciclopédia. Os miraculosos são mais pontuais, a exemplo da freirinha que depois de participar da Via Sacra na paróquia da Boa Viagem, ao raiar do sol de uma sexta-feira santa, no exercício da caridade, foi brutalmente assassinada a facadas por um dos seus assistidos, reconhecido seu martírio e as circunstâncias, a Igreja celebrou a Bem Aventurada Irmã Lindalva Justo de Oliveira.

Alegra-se também Itapagipe por ter testemunhado a vida santa do Anjo Bom da Bahia, com tantas histórias cujas páginas continuam sendo escritas com sua obra social para salvar vidas, e o santuário, para salvar almas: Santa Dulce dos Pobres. Outras personalidades justificam, o cheiro de rosas que sentia o antigo pároco da Boa Viagem, Padre Washington, quando chegava nas proximidades daquela área. Padre Washington, hoje, o Senhor Arcebispo de Goiana, D. Washington Cruz.

As histórias de Itapagipe continuam, em texto anterior falamos de Irmã Violeta, na Baixa do Bonfim, “A mulher que ama servindo e serve amando”, contudo não podemos deixar de falar de uma mulher orante, que graças a Deus vive no nosso meio, Maria Helena, que os amigos chamam de “bispa”, outrora chamariam de “a beata”. Ela nos tempos das cantoras de rádio foi cantora profissional da Rádio Sociedade da Bahia, hoje uma senhora viúva, não cansa de cantar louvores a Deus, nos lembra a profetiza Ana do templo de Jerusalém, que disse maravilhas do menino Jesus, quando seus pais foram celebrar a apresentação no templo, conforme os costumes judaicos. Ana, viúva, vivia todo tempo no templo louvando o Senhor.
Maria Helena segue exemplo semelhante, hoje não sendo possível dia e noite no templo, ela fez de sua casa uma igreja doméstica, dessa forma vive a espiritualidade de louvar o Senhor todos os dias, o dia todo. Quem conhece Maria Helena, sabe que ela entendeu muito bem, quando São Paulo diz: “Quer comais, quer bebais, façais tudo para a maior glória de Deus”. Assim é sua vida. Ela criou e ainda anima o Grupo de Oração Mulheres de Jerusalém, que reza incessantemente pelos filhos e filhas, pelas famílias, pelo clero, pelas vocações; não faltam motivos para as Mulheres de Jerusalém rezarem. A história de vida dessa mulher, de que muitos de nós fazemos parte, daria uma grande reportagem, digna de apresentação em canal de TV.

Maria Helena é como o Papa Francisco diz, “santa ao pé da porta”. Ela amiga de Santa Dulce dos Pobres, conhecida daBeata Lindalva, rezamos e queremos que seja mais uma das santas da velha Itapagipe, seu testemunho de vida é um presente de Deus para nós. Poderíamos cantar para a cantora, com todo respeito e reverência, sem faltar encanto e afetuoso carinho, “Maria Helena és tu, a minha inspiração...” Obrigado, Maria Helena, Deus lhe faça Santa.
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Diácono Permanente, Radialista, Articulista do Portal Notícia Capital