Fique em casa

         



Por Gilson Nogueira
Em tempo da porcaria espalhada por todos os continentes, o que faz o mundo mais louco do que sempre foi, o recolhimento parece ser o melhor remédio para evitar o aumento do número de mortes causadas por ela. Em ritmo de valsa, para tomar as medidas que deveriam ser adotadas no inìcio da maior tragédia dos últimos séculos, no planeta, o Brasil, mais uma vez, pisou na bola, ao não por em prática, no tempo certo, medidas urgentes visando evitar a propagação da doença que já dizimou mais de um milhão de pessoas na face da Terra.

Na Cidade Maravilhosa, esta semana, fotos e vídeos mostram o perigo tomando banho de mar, ao lado, como se nada estivesse acontecendo de trágico no passeio da praia. Esta constatação leva o cidadão e a cidadã que obedecem a voz da razão, no sentido de não ajudarem a promover a desgraça, contaminando mais e mais indivíduos com o vírus surgido na China, a ficarem perplexos. As aglomerações, nos estados brasileiros, vão além das praias e necessitam ser evitadas, com a máxima urgência, de Norte a Sul, dia após dia, o mais rápido possível. Ao chegar à janela, próximo ao encontro dos ponteiros,em noite de nuvens de chuva, ouço pessoas, conversando, acompanhadas de um motociclista, com luz amarela piscando na sua garupa. No ato, deduzo, são funcionàrios de algum laboratório ou hospital, indo para casa, em final de expediente de seu trabalho heróico.

A morte, em escala mundial, mostrou, pela primeira vez, neste século, sua cara. Urge não mergulhar na indiferença! Não surfar na onda da insensatez, não nadar na crença burra do comigo nada acontecerá! O perigo está ao lado de todos. Portanto, obedeça o que mandam os responsáveis pela Saúde. A sua salvação, mais que tudo, depende de sua razão, de sua atitude, de seu bom senso. Fique em casa, para o seu bem e o bem de todos.
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Jornalista