´Quer acabar com o Minha Casa Minha Vida`, diz vereadora

         



Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Democracia da Câmara de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) declarou apoio à nota da União Nacional por Moradia Popular em repúdio aos vetos feitos pelo presidente Bolsonaro. Marta alerta para a redução de 98,2% do orçamento previsto pelo Congresso para ser destinado este ano ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), responsável em financiar as obras do Minha Casa, Minha Vida.

A vereadora informa que em Salvador mais de 100 mil famílias sem teto “terão mais um ano na amargura”, se somando a milhares no país. “Mais de 200 mil obras no país em andamento podem parar. O valor inicial para o Fundo era de R$1,540 bilhão e foi reduzido para R$27 milhões, afetando um dos principais programas voltados para as famílias de baixa. Em meio a quase 400 mil mortes, o governo federal deixa transparente seu total desprezo com a população brasileira de baixa renda, que, com muita luta e participação social, passou a ter concretizado nas gestões petistas o sonho da moradia digna e da casa própria”, declarou a vereadora.

Na nota, a União destaca que “as rubricas para produção de moradia popular foram cortadas”, significando “que nenhuma obra será iniciada, nenhuma obra parada será retomada e as obras nas mais de 200 mil moradias em andamento podem ser paralisadas a partir do mês de maio”.

 

Desemprego

 

A presidente da Comissão de Direitos Humanos ressalta ainda que, além de afetar especialmente o Minha Casa Minha Vida, os vetos no orçamento têm grave impacto sobre a cadeia produtiva e de trabalho que o programa envolve.

“Vivemos uma crise de desemprego, aumento da pobreza e de pessoas sem moradia no Brasil e o corte, que pegou todos de surpresa, contribui para agravar este cenário, com demissões no setor da indústria, da construção e paralisação de obras cujas casas eram tão esperadas”, pontuou.