Vereador defende que Prefeitura amplie investimentos nos locais mais atingidos pelas chuvas

         



Salvador enfrenta uma situação dramática desde 8 de abril, devido às fortes chuvas que caem na capital baiana. “Não é novidade na história de nossa cidade essa situação. Todos sabem que Salvador é uma das cidades do Brasil com maior vulnerabilidade aos altos índices de chuva, fato identificado nos últimos anos em decorrência das mudanças climáticas. Aumento da poluição, efeito estufa e o aquecimento global fazem com que cidades como Salvador sofram muito com as chuvas que se intensificam a cada ano”, afirma o vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB).

O vereador disse que a situação não é nova e exige planejamento e investimento do poder público especialmente no subúrbio. “Reconhecemos todo o esforço da equipe da Defesa Civil composta por homens e mulheres de coragem que colocam suas vidas em risco para proteger os outros, mas nós não podemos admitir que a cidade não tenha um plano para superar essa tragédia que se repete a cada ano”, disse Vasconcelos.

 

Operação Chuva

 

Para o vereador, é inaceitável que a Operação Chuva, no ano passado, tenha contado com investimentos R$55 milhões, conforme divulgado pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura, e que, esse ano, a operação teve um corte de mais de R$7 milhões.

Augusto pontou sobre o não aproveitamento das chuvas para geração de novos investimentos na capital baiana. “Precisamos fazer um debate mais amplo porque, se as chuvas em Salvador forem bem utilizadas, podem se transformar em um potencial não só energético, mas de segurança hídrica, já que boa parte do abastecimento de água da cidade vem de regiões que já sofrem com as mudanças climáticas”, afirmou.

“É urgente um grande plano para proteger os 45% de moradores de Salvador que vivem em área de risco. Aqui nesta Casa, protocolei dezenas de requerimentos e projetos de indicação em torno desse assunto, mas boa parte desses pedidos foi ignorada. Nós precisamos garantir que a Prefeitura atue para que tragédias não se repitam”, finalizou Vasconcelos.