Mineração: Governo baiano e ANM devem firmar acordo de cooperação

         



O vice-governador João Leão, secretário do Planejamento, cumpre agenda institucional em Brasília nesta segunda (31) e terça-feira (1°), acompanhado do secretário de Desenvolvimento Econômico (SDE), Nelson Leal. No primeiro compromisso, na Agência Nacional de Mineração (ANM), já ficou definida a assinatura de um termo de cooperação técnica entre o Governo do Estado, por meio da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), e a AMN, que visa atuação mútua na fiscalização da atividade minerária.

A comitiva baiana tem na agenda também audiências com os ministros Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional (MDR), e Tarcísio Freitas, da Infraestrutura (MInfra). As Ferrovias Oeste Leste (Fiol) e Centro Atlântico (FCA), o Polo Agroindustrial do Médio São Francisco, a duplicação das BR"s do Estado da Bahia, a pavimentação do acesso aos campus Univasf de Juazeiro, Paulo Afonso e Senhor do Bonfim foram os assuntos tratados nos ministérios.

“A Bahia teve um crescimento significativo na produção de minerais nos três primeiros meses de 2021 e as pautas discutidas hoje vão beneficiar e alavancar ainda mais os negócios no Estado. Bom exemplo disso é a Fiol. O equipamento é importantíssimo para nosso desenvolvimento econômico. Sua entrada em operação vai facilitar o escoamento da produção de bens minerais e grãos. As malhas rodoviárias também foram pauta. Elas são fundamentais para integrar economicamente os estados nordestinos”, declara Leão.

“Estamos em Brasília prospectando parcerias e cooperações técnicas para diversos segmentos econômicos na Bahia. Tivemos uma reunião importante com a diretoria da Agência Nacional de Mineração. O solo baiano é um dos mais ricos em minérios do Brasil. O progresso está cada ver mais perto do nosso Estado e vamos continuar trabalhando para avançar ainda mais”, ressalta Nelson Leal, titular da SDE.

Importante salientar que o modal ferroviário é imprescindível para o estado, que tem um dos maiores polos petroquímicos do país. O agronegócio representa 25% do PIB estadual e a safra de grãos é superior a 10 milhões de toneladas na região Oeste, com a fruticultura irrigada no polo Juazeiro/Petrolina e a produção de madeira de reflorestamento nas regiões Norte e Sul da Bahia. O estado é ainda o 4º maior produtor mineral do país.