Governo Bolsonaro recusou vacina a 50% do valor pago por EUA e Europa

         



O governo Jair Bolsonaro recusou, em 2020, vacinas da Pfizer à metade do preço pago por Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia, que negociaram o imunizante por cerca de US$ 20 cada dose.

Carlos Murilo, gerente geral da Pfizer na América Latina, depondo na CPI da Covid no Senado© Sérgio Lima/Poder360 Carlos Murilo, gerente geral da Pfizer na América Latina, depondo na CPI da Covid no Senado
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, até 70 milhões de doses da Pfizer poderiam ter sido entregues a partir de dezembro de 2020 por US$ 10 cada. Porém, 4 meses antes, o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, considerou as vacinas caras.

Em abril, o governo federal quebrou cláusula de confidencialidade com a Pfizer ao publicar na internet o contrato assinado com a empresa para a compra dos imunizantes. O Planalto pagou os US$ 10 por dose, mas as primeiras vacinas da Pfizer chegaram só em abril de 2021.

Ao depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, o gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, disse que governo brasileiro recebeu 6 propostas para comprar vacinas da Pfizer contra a covid-19 até fechar contrato com a farmacêutica. Segundo ele, a farmacêutica queria fazer do Brasil uma vitrine da vacinação.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, contabilizou 53 e-mails enviados pela Pfizer ao governo a partir de agosto cobrando resposta sobre a oferta das 70 milhões de doses.

Segundo o congressista, a última mensagem on-line, datada de 2 de dezembro de 2020, é “um e-mail desesperador da Pfizer pedindo algum tipo de informação porque eles queriam fornecer vacinas ao Brasil”.

Em 21 de maio, o Poder360 noticiou que o governo ignorou, de 14 de agosto a 12 de setembro de 2020, 10 e-mails enviados pela farmacêutica Pfizer para discutir a venda de vacinas contra a covid-19 ao Brasil.
Do Poder360