Presidente Emmanuel Macron recebe bofetada em público (vídeo)

         



O presidente Emmanuel Macron foi surpreendido nesta terça-feira (8) ao receber um forte tapa no rosto de um homem que acompanhava a visita do chefe de Estado a uma cidade no sudeste da França. Duas pessoas foram detidas e estão prestando depoimentos à polícia local.

Em um vídeo que registra a agressão e circula nas redes sociais, Macron se aproxima de um grupo de pessoas que se encontravam atrás de barreiras de segurança para cumprimentá-las. Em seguida, o agressor agarra o antebraço do presidente e dá a bofetada. O incidente aconteceu nos arredores de uma escola de hotelaria na localidade de Tain-L"Hermitage, 550 quilômetros ao sul de Paris.

Na gravação, também é possível ouvir uma pessoa pronunciar um antigo grito de guerra dos reis da França ("Montjoie Saint-Denis"), seguido da frase "Abaixo o governo Macron!".

Os seguranças reagiram rapidamente e afastaram o presidente francês do público. Segundo a reportagem do canal BFM TV, duas pessoas foram detidas para interrogatório.

O Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, confirmou a veracidade do vídeo. No entanto, classificou o incidente como "uma tentativa de tapa". Depois da agressão, Macron continuou a visita no local "como previsto", diz a nota oficial.

Segundo a prefeitura de Tain-L"Hermitage, a polícia interroga os suspeitos. "O presidente já havia entrado em seu carro depois de ter visitado a escola, mas saiu porque essas pessoas o chamavam. Ele foi ao encontro deles e foi lá que o incidente ocorreu", reiterou.

Macron realiza atualmente uma visita a várias regiões do país. Os deslocamentos estão sendo vistos como um programa da pré-campanha à eleição presidencial de 2022, a menos de um ano da votação.

Apoio de toda a classe política

O primeiro a reagir ao incidente foi o primeiro-ministro francês, Jean Castex. Em discurso na Assembleia Francesa, ele denunciou a agressão. "A política não pode, em hipótese alguma, ser baseada na violência, na agressão verbal e muito menos na agressão física. Faço um apelo por uma reação republicana, estamos todos implicados, vai de encontro com os fundamentos da nossa democracia", disse o premiê.

A classe política francesa defendeu em peso o presidente. "Expresso toda a minha solidariedade ao presidente da República", afirmou Eric Coquerel, deputado do partido da esquerda radical A França Insubmissa.

Mesmo tipo de reação do lado da extrema direita. A líder do partido Reunião Nacional, Marine Le Pen, afirmou que "esse tipo de comportamento é inadmissível" e "profundamente condenável em uma democraia".

"Bater no presidente é bater na República. Intolerável, inaceitável", escreveu Damien Abad, líder do partido de direita Os Republicanos na Assembleia Nacional.
Do rF1