PT baiano muda orientação e recomenda participação em novos protestos contra Bolsonaro

         



Depois de recomendar atividades virtuais e atos simbólicos contra o governo Bolsonaro no último dia 29 de maio para não estimular aglomerações, o diretório estadual do PT na Bahia agora orienta a participação nos protestos do próximo dia 19 de junho.

Em nota publicada nesta quarta-feira, 9, a executiva nacional da legenda orienta a participação nos atos de rua de 19 de junho "com máscara PFF2 ou similar, com álcool em gel e distanciamento social" e também a participação do partido "nos comitês locais, operativos estaduais de planejamento e organização dos atos da Campanha #ForaBolsonaro organizados pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo".

Além disso, a executiva nacional informa que enviará materiais de identidade visual, praguinhas e bandeiras para os diretórios estaduais.

"Os atos do dia 29 de maio mostraram que não há mais retorno nas lutas sociais de rua contra Bolsonaro e que estas são fundamentais para enfrentar e vencer esse governo do atraso, da fome e da morte. A participação do PT foi de fundamental importância para manter a unidade política construída até aqui", diz a nota.

Ao explicar a mudança de posicionamento do diretório baiano do PT, o presidente estadual do PT, Eden Valadares, argumentou que "nos protestos anteriores não havia uma posição nacional consolidada, agora há". "O PT é um partido nacional. Seguiremos orientação da nossa direção", afirmou o dirigente ao A TARDE.

No entanto, em orientação distribuída antes dos protestos passados, o PT nacional já havia afirmado que os estados deveriam "constituir operativos unificados com a Frente Fora Bolsonaro, a Frente Brasil Popular e a Frente do Povo Sem Medo para a construção do dia de mobilização, respeitando as orientações sanitárias de distanciamento social, uso de máscara e álcool em gel", além de informar nacionalmente os detalhes organizativos.

O PT municipal organizou e participou dos atos nas ruas de Salvador no dia 29 de maio. Já o diretório estadual recomendou, na ocasião, ações digitais e atos presenciais simbólicos com o mínimo de militantes presentes, considerando "o aumento dos índices de contágio e ocupação dos leitos de UTI" e as "necessárias medidas restritivas estabelecidas pelo Governo do Estado".

O próprio Valadares publicou à época em seu Twitter ser contra "qualquer aglomeração" e defendeu que o partido não respondesse a Bolsonaro "na moeda dele: a insanidade". Ao repercutir os atos de maio, petistas do alto escalão seguiram a mesma linha. O senador Jaques Wagner, pré-candidato do partido ao governo do Estado, afirmou que não poderia "efetivamente criticar o presidente, que faz passeio de motocicleta e aglomera por onde passa, e dizer que estou correto quando eu aglomero". O governador Rui Costa disse que não podia se dizer "satisfeito" com os atos.
Do A Tarde in line