Emmpresas retiram patrocínio da Copa América

         



Palco de oito jogos da Copa América, o Maracanã e o Engenhão devem estar visualmente bem mais "limpos" do que o usual já na primeira partida da competição em solo carioca - o confronto Argentina x Chile, marcado para a próxima segunda (14). A Diageo, dona das marcas Smirnoff e Johnnie Walker, se juntou à Mastercard e à Ambev e avisou, na quinta (10), que não vai mais patrocinar a competição continental.

Isso significa que as três empresas não estamparão suas logomarcas nos estádios nem no material publicitário do torneio, que teve seus jogos no Rio confirmados nesta quinta (10): a Justiça negou, em caráter liminar (provisório), o pedido para suspender os jogos da Copa América no estado.

A decisão de sediar o campeonato vem sendo questionado mundo afora por causa do avanço da Covid-19 por aqui - o Brasil é o segundo país com mais mortes no mundo, com 475 mil vítimas (ainda contando). O afastamento do presidente da CBF Rogério Caboclo após denúncia de assédio sexual ajudou a tornar o ambiente ainda mais hostil, o que ajuda a explicar o recuo das marcas - elas não querem ter seu nome ligado a um evento tenso, baixo astral e sanitariamente perigoso como este.

Ao anunciar sua retirada, nesta quinta (10), a Diageo afirmou que os termos do patrocínio foram acertados quando o evento não estava previsto para ser realizado no Brasil. "A Diageo reitera seu compromisso com a sociedade observando os protocolos de segurança e ações institucionais que contribuam para a mitigação da pandemia”.

Um dia antes, Mastercard e Ambev avisaram que estavam batendo em retirada: decidiram não expor suas marcas na competição, apesar de manter o pagamento das cotas. No momento, elas estão pagando para NÃO aparecer.
Com a Veja