Ministério comprou máscaras superfaturadas

         



O Ministério da Saúde pagou mais caro em máscaras KN95. No total, foram R$ 77 milhões a mais pelo equipamento de proteção para os médicos da linha de frente do combate à Covid- 19. Segundo Thiago Herdy, do UOL, a compra de 40 milhões de máscaras ocorreu em abril do ano passado, por meio de um atravessador , Freddy Rabbat.

Rabbat é conhecido por importar relógios de luxo , e negociou a compra do produto com o governo federal. A compra saiu por 66 milhões de dólares, se fosse aplicado o valor mais baixo, seria de 51,2 milhões de dólares.

Nesse contrato, a 336 Distribuidora mediou com uma empresa de Hong Kong para o governo pagar R$ 8,85 por unidade do equipamento. No entanto, ao importar o mesmo produto para um grupo privado, elas custaram US$ 1,28 cada, ou R$ 6,71, de acordo com documentos obtidos pela reportagem.

O dono da 336 é Freddy Rabbat, que em nota respondeu ao UOL: "[a máscara] está abaixo da média de mercado na época da aquisição, momento em que havia um crescimento sem precedentes da demanda mundial pelo produto e o Brasil corria o risco de não conseguir insumos para enfrentar a pandemia de Covid-19".
Do UOL