Desde Monte Castelo

         



Por Diácono Joselito Conceição
De repente resolvi escutar Renato Russo, “Se eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, sem amor, eu nada seria”, citando São Paulo, I Cor. 13, 1. Quando ouvi Renato cantar Monte Castelo, fiquei encantado! Mas por que Monte Castelo? Fique sabendo que Renato lembrou seu tio na guerra, em Monte Castelo, na Itália.

Neste mundo de desamor, cantar o amor, quando sabemos de pais odiando filhos, e filhos odiando os pais, irmãos contra irmãos, nações contra nações, (nada que já não soubéssemos - Cristo avisou há mais de dois mil anos), então, aumenta o valor de contemplar o amor, fazendo sentido sem igual, precisamos desse sentimento bom, para combater tantos ruins. Ame, ame, ame muito, “A medida do Amor, é o Amor sem medida” disse Santo Agostinho. “É preciso amar as pessoas, como se não houvesse amanhã”, conta cantando, Renato.

Mesmo não sendo do quadro de fãs da Legião Urbana, ouvimos com gosto musicas desse grupo. Renato Manfredini Júnior, o Renato Russo, que partiu em 1996, marcou época e deixou com a Legião Urbana, um recado que é atualíssimo no Brasil de hoje, perguntando: “Que país é esse?”

“Nas favelas, no Senado, sujeira pra todo lado, ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação. Que país é esse?”

Temos claro que a presença de tudo isso, é ausência do amor, “Quando vier o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá”, nos diz o apóstolo São Paulo. Se amassemos mais, não passaríamos dessa forma por essas vias. Amar a mim mesmo, para amar o outro e o outro o outro, fazendo circular o amor, assim tudo em torno se torna mais amável, a felicidade nasce no amor, esses sentimentos, geram paz, os três juntos, fazem uma unidade indescritível, que transcende.

É bom correr, apressar, amar, amar, amar, para depois não ficar com o puxão de orelha de outro poeta, Sérgio de Britto Álvares Affonso, cantando: “Devia ter amado mais”.

Bom entendermos urgentemente, que precisamos de revisão de vida, deletar as notícias ruins, para dar lugar à “Boa Nova”. Deixar o velho homem, as coisas velhas que não nos trouxeram nada de bom, abandonar a mochila cheia de tralhas inservíveis, tirar a roupa velha e então, também, com “Roupa Nova”, cantar feliz, “A Paz”.

“Só o amor, muda o que já se fez e a força da paz, junta todos outra vez. Venha, já é hora de acender a chama da vida e fazer a terra inteira feliz”.
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Radialista, Articulista e Diácono Permanente