Lula sobre desfile de tanques: ´Se Bolsonaro queria foto com militar era só visitar quartel`





O ex-presidente Lula (PT) criticou o desfile de tanques que ocorreu na manhã desta terça-feira (10) em Brasília,  com o objetivo de entregar um convite ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Para o petista, não há "conversa especial com as Forças Armadas", pois os militares devem ser tratados como qualquer outra instituição.

"Não tem carta pra conversar com militares. Se tivesse carta seria para o povo brasileiro e dentro disso estão os militares. Se militar quiser fazer política ele renuncia o cargo, tira a farda e se candidata. Não tem problema", afirmou Lula nas redes sociais.

"Já fui chefe das Forças Armadas, eles sabem como tem que se comportar. Cuidando da nossa soberania, dentro da Constituição. O Bolsonaro se comporta como se as Forças Armadas fosse um objeto particular dele, como se fosse um brinquedo."

"Não tem conversa especial com Forças Armadas, vou tratá-los com respeito, como temos que tratar todas as instituições. Isso que aconteceu hoje foi uma coisa patética. Se o Bolsonaro queria uma foto com militar era só ter visitado um quartel", declarou o petista.

O presidente Jair Bolsonaro acompanhou o evento do Palácio do Planalto, ao lado do ministro da Defesa, Walter Braga Netto. Ao final do desfile, ambos receberam convites para participar da Operação Formosa, treinamento militar da Marinha que acontece em 16 de agosto.

Posicionamento de João Doria
Além de Lula, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também se posicionou contra o desfile de tanques, que classificou como "desnecessário".

"O inédito e desnecessário desfile de tanques de guerra na Praça dos Três Poderes é uma clara ameaça à democracia. E tem o repúdio dos brasileiros de bem. A iniciativa é mais um flerte com o autoritarismo. O Brasil quer democracia, respeito à constituição e liberdade", disse o tucano.
Do Yahoo