Golpe mergulhou Brasil em "terrivel retrocesso", diz Robinson, sobre 5 anos do impeachment de Dilma





Cinco anos depois do impeachment que depôs a presidente Dilma, em 2016, o Brasil colhe "terrível" retrocesso e observa "grande" regressão nos indicadores sociais e econômicos que agravam a desigualdade e impõem o descontrole inflacionario no país, penalizando a classe média e a população mais pobre. A avaliação é do deputado estadual Robinson Almeida (PT), que na época acompanhou de perto, como chefe de gabinete do Ministério do Trabalho e Previdência Social, a "trama golpista" que mergulhou o Brasil na instabilidade institucional, política e econômica. Dilma Rousseff sofreu impeachment, lembra o deputado, sem ter cometido crime de responsabilidade e que sua deposição fez parte de um projeto de fragilização do Brasil com a venda de seus ativos e patrimônios estratégicos, como as refinarias e o pré-sal, ao capital internacional.

"O Brasil 5 anos depois do golpe sofre terríveis retrocessos e grande regressão em todos indicadores sociais e econômicos. A inflação voltou, a gasolina disparou, o fantasma do desemprego e da fome voltaram", observou o parlamentar. "As consequências da ruptura democrática de 2016 podem ser sentidas no bolso pela população brasileira e vistas claramente hoje no preço do gás de cozinha e dos alimentos, no valor do dólar, nas seguidas altas do preço da energia e dos combustíveis, no desprezo do governo com a cultura, a educação, a ciência e o meio ambiente, no descrédito geral alcançado pelo país diante do mundo", enfatizou Almeida.

O petista lembra que a articulação que derrubou Dilma Rousseff da presidência da República, prendeu e impediu a candidatura do ex-presidente Lula em 2018, foi fundamentada na manipulação da opinião pública com fake news, como hoje está provado, e que essa narrativa é a responsável pela eleição do presidente Jair Bolsonaro e pelo quadro de crise vivido pelo Brasil.

"Bom a população lembrar de quem participou da deposição da presidenta Dilma, do golpe contra o Brasil e de quem apoia Bolsonaro e sua agenda destrutiva do nosso país", concluiu o deputado.