Acupuntura pode contribuir para a saúde mental

         



Mesmo antes da pandemia a OMS (Organização Mundial de Saúde) já havia alertado que o Brasil é o país com maior número de indivíduos com ansiedade no Mundo (em torno de 10% da população). No entanto, a necessidade de isolamento social aliado ao medo e à incerteza em relação ao futuro, desencadeou o aumento de pacientes com depressão, ansiedade e outros problemas psíquicos.

Vale ressaltar que a ansiedade é o principal sintoma de várias doenças mentais, podendo estar associada a fatores genéticos, ambientais e psicológicos. E, de acordo com a médica Mara Valéria Mendes (@dramaravaleriamendes), especialista em Acupuntura e Dor, quando considerada patológica ela se classifica em: Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Síndrome de Pânico, Fobia Social, Estresse Pós-Traumático, dentre outros. Já a Depressão é considerada uma doença psiquiátrica crônica, que tem como principais características a tristeza profunda, o desânimo e a oscilação de humor; conduzindo o indivíduo ao isolamento, à perda da autoestima e distorção da realidade. “Entre as consequências da doença estão os prejuízos afetivos, familiares e profissionais, além do desequilíbrio da saúde orgânica”, destaca a médica.

Ela explica que, o tratamento convencional de tais patologias engloba a combinação de medicamentos antidepressivos, associados à psicoterapia. No entanto, essas medicações demoram de iniciar o efeito, podendo apresentar efeitos adversos e não devem ser descontinuadas abruptamente para não dar efeito rebote.

Neste sentido, a Acupuntura atua como uma alternativa que auxilia no tratamento dos sintomas provocados pelas doenças. Segundo Mara Valéria Mendes, as pesquisas científicas mostram resultados positivos do efeito da técnica da Acupuntura como tratamento coadjuvante na ansiedade e depressão leve a moderada. “A acupuntura atua em áreas cerebrais reduzindo a sensibilidade à dor e ao estresse, promovendo relaxamento e regulando a liberação de neurotransmissores e hormônios como serotonina, adrenalina, dopamina, GABA, neuropeptídeos Y e ACTH”, descreve a especialista.

Mas, os benefícios não param por aí. A Acupuntura também estimula a liberação de analgésicos endógenos e ativa o sistema nervoso parassimpático, iniciando a resposta ao relaxamento, potencializa o tratamento combinado com os antidepressivos, reduzindo tanto os efeitos colaterais, quanto as doses destes fármacos, ressalta a médica. Ainda de acordo com ela, a além de ser cientificamente comprovada, a acupuntura não possui efeitos adversos relevantes, quando comparada ao tratamento medicamentoso. “Praticamente não há contraindicação de seu uso, mas sim, alguns cuidados em situações específicas, como por exemplo, evitar o agulhamento em pele machucada, bem como o uso estímulo elétrico (Eletro-Acupuntura) em pacientes portadores de marca-passo e, também, um número xcessivo de agulhas em pacientes que referem fobia à técnica”, diz.

“A associação entre a Acupuntura e o tratamento convencional para doenças psicológicas demonstra efeitos benéficos progressivos, entretanto, faz-se necessário a experiência de um profissional Médico especializado para um tratamento personalizado e um diagnóstico clínico correto prévio. Além disso, vale salientar que é de suma importância que haja mudança de hábitos de vida, como a prática de atividade física e melhora na qualidade do sono”, ressalta a especialista.