Bahia consegue empate com Santos na Vila

         



Por Zedejesusbarreto
Foi uma partida com dois tempos distintos. No primeiro, o Tricolor surpreendeu a equipe da casa com um futebol ofensivo, veloz, objetivo, criando as melhores chances de marcar. Na segunda etapa o time santista foi melhor, ganhando o meio de campo e empurrado o Tricolor para trás, mas sem conseguir penetrar na zaga baiana, tentando com chutes de longa distância e bolas alçadas. O Bahia suportou bem e quase fez no final.
O empate fora de casa sempre é considerado bom resultado, mas, no caso, o 0 x 0 foi ruim para os dois. O Bahia, com 22 pontos (em 15º), é o segundo fora da zona vermelha, apenas um ponto à frente do América Mineiro, o 17º. O Santos vem na cola do Tricolor baiano, com 23 pontos. Ambos precisam sair, se afastar dessa zona de confusão no rodapé da tabela. Têm todo o returno para fazer uma campanha melhor.
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Na Vila Belmiro
- 20ª rodada, a primeira do returno. Tempo bom (22 graus), gramado linheiro.
- Dois treinadores em começo de trabalho nas duas equipes. Carille estreando, conhecendo o plantel e Dabove no seu terceiro jogo, o segundo fora de casa, ainda buscando a melhor escalação e um jeito novo de jogar.
- O time santista comemorando os 65 anos da estreia do menino Pelé com o manto branco da equipe, início de uma era de glórias. O ancião cidadão Edson Arantes do Nascimento (o Rei Pelé) está numa UTI, em São Paulo, recuperando-se de uma intervenção cirúrgica para retirada de um tumor no intestino.
Viva o Rei!
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- Com bola rolando ...
O Tricolor começou animado, ofensivo. Logo aos 45 segundos, Rodallega achou Mugni em boas condições e o chute saiu forte para o goleiro João Paulo espalmar. Logo o Santos equilibrou, em bom ritmo, bola no chão e troca de passes. Poucas faltas.
Aos 25’, num contragolpe em alta velocidade, Rodallega deixou Gilberto de cara com o goleiro, mas o artilheiro não dominou bem e perdeu o gol, a melhor chance da primeira etapa. Um minuto depois, Capixaba passou para Isnaldo, na frente da área, o estreante argentino bateu forte, raspando o travessão de João Paulo. Aos 28’, numa boa troca de passes, Rodallega bateu colocado, de fora, o goleiro santista catou no chão. Aos 29’, Capixaba cruzou rasteiro e forte da esquerda, Rodallega tentou de prima, furou.
Um Bahia bem mais efetivo, bem postado na primeira etapa. Um estilo de jogo bem diferente, já posto pelo treinador Dabove, sem totós defensivos, marcação curta e intensa em todo o campo, passes em profundidade, e busca do gol, que não saiu. O Santos pouco ameaçou.
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O time da Vila voltou dos vestiários com uma postura mais avançada, marcando na frente, tentando empurrar o Tricolor para trás. Outro panorama de jogo em campo. Aos 7’, Sanchez bateu falta da esquerda, quase sobre a linha lateral da grande área, fechado, Claus triscou, raspou no travessão. Perigo ! O Peixe melhor, ganhando o meio campo e chegando, rondando a área baiana.
Daí, Dabove trocou dois: Raniele e Patrick nos lugares de Isnaldo e Lucas Araújo. Mais fôlego e pegada no meio campo, tentando reequilibrar. O Tricolor não conseguia encaixar um contragolpe. Na troca de passes, o time de branco chegou bem e Matheus Guilherme bateu de frente, livre, por cima, assustando o goleiro Claus que tirou com os olhos, apenas. Só por volta dos 15’ o Tricolor saiu um pouco do sufoco.
Carille lançou o astro Marinho, aos 18’, no lugar de M. Guilherme, retornando depois de dois meses parado por lesão muscular. O Bahia continuava com muita dificuldade para sair da defesa, armar um contragolpe. Aos 23, outra finalização do time da Vila; Pirani, por cima. Raniel e Jean Mota em campo, nos lugares de Pirani e Baptistão. Dabove pôs Rodriguinho e Luizão; saíram Gilberto e Ruiz.
Aos 30’, após escanteio, a defesa baiana rebateu mal e Marinho, livre, bateu por cima. O Santos continuava melhor, apertando, mais ofensivo. Aos 35’, Matheus Bahia no lugar de Mugni, reforçando a marcação pela esquerda defensiva tricolor. Aos 39’, o primeiro chute do Bahia no gol santista; Rodallega recebeu de Rodriguinho, meio esquinado e bateu rasteiro, cruzado, fora.
O árbitro deu quatro minutos de acréscimos e o Santos tentou aquela pressão final, mas foi o Bahia que teve a chance do gol, aos 49’; Rodallega cruzou da direita, forte e Rodriguinho pegou de canela e perdeu o gol. Deu empate.
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Destaques
Claus firme nas bolas alçadas; Nino e Capixaba correram muito; impecável atuação do miolo de zaga, Luis Otávio ganhou todas pelo alto. Mugni no meio campo enquanto teve pernas e Rodallega, brigando e mostrando boa técnica. Dabove ligado, substituindo na hora certa. O estreante Isnaldo mostrou alguma qualidade, técnica, mas totalmente desentrosado, uma semana apenas na equipe.
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Escalações
- Santos : João Paulo, Pará, Robson (Danilo), Vagner e Felipe Jonathan; Gamacho, Sanchez e Pirani; Lucas Braga, Mateus Guilherme e Léo Baptistão. Treinador, o estreante Fábio Carille.
- Bahia : Clauss, Nino Paraíba, Conti, Luis Otávio e Capixaba; Lucas Araújo, Mugni, Ruiz e Isnaldo; Rodallega e Gilberto. Treinador, o argentino Diego Dabove.
- Arbitragem de Minas Gerais, com VAR; no apito, Paulo Cesar Zanovelli, sem grandes problemas.
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Fonte Nova de volta?
O próximo jogo do Bahia, no sábado, dia 18, às 21 h, pode acontecer na Fonte Nova. As dependências do estádio, que serviam de hospital para os pacientes de Covid 19, foram desocupadas. O duelo é contra a boa equipe do R B Bragantino, de SP.
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O governador Rui Costa aventou a possibilidade de volta do público aos estádios a partir dos meados de outubro, com comprovante de vacinação, máscaras e distanciamento; aceso controlado e plateia limitada. A ver.
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Outros resultados
- América (MG) 2 x 0 Athlético PR; Juventude 1 x 2 Cuiabá;
RB Bragantino 1 x 2 Chapecoense. A rodada 20 da Série A segue com mais 5 jogos no domingo e fecha na segunda-feira à noite.
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Série B, fechando a rodada 23:
Cruzeiro 1 x 0 Ponte Preta; Sampaio Corrêa 0 x 0 Operário PR; Botafogo 4 x 0 Londrina
CRB/Alagoas 0 x 1 Goiás.

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Foto: EC Bahia