Bahia sufoca Palmeiras mas só empata na volta da torcida





Por Zedejesusbarreto
Sem gols, mas um bom jogo na reabertura da Fonte Nova ao público. Um primeiro tempo equilibrado, lá e cá, e uma segunda etapa de domínio e pressão total do Bahia. Mas o gol não saiu, sobretudo pela ótima atuação do goleiro Jaílson. O torcedor queria o triunfo, óbvio, mas não deve ter saído de todo descontente do estádio por conta da postura da equipe, que brigou, disputou, apertou, buscou o triunfo todo tempo. A equipe de Guto é outra e mostrou que tem condições reais de sair dessa colocação, ainda entre os quatro do pé da tabela.

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Na Fonte Nova
Tempo bom em Salvador, cerca de cinco mil pessoas (público controlado) nas arquibancadas, gramado nos trinques, tapete. O Bahia em 17º lugar, o Palmeiras disputando na parte de cima da tabela. O Verdão paulista todo de branco e o Tricolor todo de vermelho, com detalhes e branco e azul, um padrão novo.
Com bola rolando ...
O jogo começou bem tocado, corrido, ofensivo. O Bahia marcando já a partir do campo defensivo palmeirense. Gilberto teve uma chance, dividindo com o goleiro Jailson e Dudu, em velocidade pelo meio quase abriu o placar, Nino salvando, na cobertura, em cima da linha. Isso tudo antes dos 10 minutos. Jogo intenso, equilibrado e com poucas faltas.
Muita disputa pelo meio, bolas alçadas, chutes de longa distância... poucas penetrações, a marcação prevalecendo. Aos 28’ Daniel chutou da intermediária, cobrindo o travessão, assustando. Aos 32’, Jorge bateu falta da lateral, desvio de cabeça, também por cima. Aos 33’, Rai lançado em profundidade, o goleiro Jailson teve de abandonar a área para isolar a bola.
Aos 37’, a melhor chance de gol. Um passe errado na saída de bola de Luis Otávio (raro), Luis Adriano deu uma paulada, de frente, no canto, mas Danilo Fernandes foi buscar, numa ótima e providencial defesa. O Palmeiras chegando mais, jogando nos erros do Bahia na meia cancha, que começaram a aparecer.
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A despeito da falta de gols, uma primeira etapa bem jogada, boa de ver. O Tricolor teve bons momentos mas o Verdão terminou melhor.
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O jogo voltou mais travado, mais faltoso de parte a parte. Ainda aberto, parelho e corrido. Qualquer erro pode ser fatal.
- Aos 12’, Gilberto recebeu enfiado na área inimiga mas perdeu na dividida com o goleiro Jailson. Aos 13’, boa trama coletiva do tricolor, Gilberto pegou firme da entrada da área, de prima, e Jailson salvou, esticando-se e espalmando no chão, em grande defesa. O Bahia melhor, apertando, chegando mais. Aos 16’, arremate de Daniel, nova boa intervenção de Jailson.
- Pressão do Bahia, o Verdão fechado, matando as jogadas com falta, apostando no contragolpe. Aos 20’, Capixaba alçou na cabeça de Conti, a cabeçada cobriu o travessão paulista. Aos 26’, Mugni bateu de canhota, forte e no canto, Jailson salvou no rodapé, milagroso. Até os 30’, o Tricolor superior, pressionando.
Aos 37’, numa dividida no meio campo, Weslei levantou o pé no rosto de Guedes, atingindo-o, e foi expulso. O Verdão fechou-se inteiro, atrás, o Bahia inteiro em cima. Aos 44’, ótimo cruzamento de Capixaba, Jailson tirou com a ponta dos dedos nos pés de Rodallega. O árbitro deu 5 minutos de acréscimos.
O gol não saiu, mas a equipe mostrou que pode mais, amassou o Palmeiras no segundo tempo, parecia em alguns momentos um ataque contra defesa. Mas o que vale é o gol. O 0 x 0 deixa sempre um amargor na boca.
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Destaques
- O coletivo, a força, a postura do Tricolor. Conti e Luis Otávio seguros. Danilo Fernandes passa tranquilidade e fez uma grande defesa. Bom jogo de Patrick, Mugni, Danilo. Capixaba foi o melhor, individualmente, jogando de meia.
- No Palmeiras, Jailson garantiu o empate, algumas defesas incríveis, salvadoras. O velho Felipe Melo, liderança e força.
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Escalações
- Bahia : Danilo Fernandes, Nino (Guedes), Conti , Luis Otávio e Mateus Bahia; Patrick, Daniel (Rodriguinho), Mugni e Capixaba; Raí (Rodallega) e Gilberto (Ronaldo). Guto Ferreira no banco.
- Palmeiras: Jailson, Gabriel Menino (Weslei), Luan, Kuscevic (Renan) e Jorge; Felipe Melo, Patrick de Paula e Rafael Veiga(Danilo Barbosa); Dudu (Matheus), Rony e Luis Adriano (Deiverson). Treinador, o português Abel Ferreira.
- Arbitragem de Santa Catarina, com Ramon Abatti Abel no apito (VAR). Sem grandes problemas.
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O próximo compromisso do Bahia acontece no sábado, 16, às 21 h, contra o América (MG), no Independência, em BH.

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Foto EC Bahia