Bahia sofre, empata com Juventude e continua perto da zona no ´miserê`





Por Zedejesusbarreto
O empate sem gols não é pra comemorar, pois o time só levou um pontinho e continua ali na paquera da zona do miserê, com 33 pontos, em 15º lugar. Mas, pelas circunstâncias, o sufoco, a arbitragem ruim, no final o resultado até que foi positivo.

Afinal, o Bahia com Guto continua invicto, mais um jogo sem tomar gols e há de se levar em conta que a equipe entrou em campo desfalcada nas laterais, com meio campo e ataques alterados por conta de suspensões, lesões e condicionamento físico precário de alguns atletas tidos como titulares.
Mas tudo isso faz parte da disputa, de uma competição longa, cheia de viagens, adversários valentes, difícil para todos. Do outro lado, em campo, em casa, tinha um Juventude desesperado, na zona, há seis jogos sem vencer, de treinador novo, torcida incentivando e cobrando nas arquibancadas, buscando a vitória a qualquer custo ...
Até a última rodada vai ser assim, cada jogo será uma guerra, uma decisão, e nervos à flor da pele.
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Estádio Alfredo Jaconi
Em Caxias do Sul, serra gaúcha, boca da noite de sábado, 21 graus, sem chuvas (mas um arco-Íris no ceu) na hora do jogo, torcedores nas arquibancadas, um duelo direto entre equipes que brigam na zona de baixo da tabela. Sal grosso no túnel de entrada da equipe da casa, com camisas listradas em verde/branco, há seis jogos sem vencer; o Bahia com seu padrão branco.
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Com bola rolando ...
- Olhe o VAR !
Com um minuto de jogo, bola alçada na área do Bahia, disputa pelo alto e o árbitro viu bola resvalando no braço de Guedes, na área baiana, e marcou o pênalti. O VAR foi consultado e o vídeo mostrou bola primeiro no braço do atacante do Juventude. O pênalti foi desmarcado. Seguiu o jogo.
O time de Jair Ventura marcando na frente, inteiro no campo adversário, correndo muito, apertando a saída de bola do Tricolor Baiano, dando sufoco no começo da partida, tomando as iniciativas. Até os 10 minutos o Bahia não viu a cor da bola. Os gaúchos dominavam o meio de campo. O Bahia encurralado.
- Olhe o VAR !
Aos 15’, num chutão da defesa baiana, Ronaldo ganhou na velocidade, tirou do goleiro que saiu na meia lua e bateu no gol; a bola desviou na zaga e foi à linha de fundo. O VAR foi acionado, de novo. Teria a bola chutada por Ronaldo desviado na mão do zagueiro Vitor Mendes? O árbitro foi ver o vídeo e não deu o pênalti (ninguém entendeu a interpretação dele).
Aos 20’, Jonas sentiu a coxa, foi substituído por Ranielli. Aos 22’, um escanteio batido da esquerda, a bola descaindo fechada quase traiu Danilo Fernandes. Depois dos 20’, o Tricolor passou a respirar um pouco, mas os gaúchos continuavam, insistiam no cerco, alçando muitas bolas na área inimiga. A defensiva baiana suportava bem, o meio campo já conseguia trocar alguns passes.
- Aos 41’, após boa trama ofensiva, Raí tentou da direita, bateu de pé esquerdo, a bola cobriu o goleiro e bateu no travessão de Marcelo, já vencido.
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O primeiro tempo teve o predomínio do Juventude até os 30 minutos, encurralando. Mas quando o Bahia conseguiu chegar na frente foi mais efetivo. Teve um pênalti claro, que o árbitro não quis marcar, e uma bola de Rai no travessão de Marcelo. Jogo aberto, duro e difícil.
Uma segunda etapa imprevisível.
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Os treinadores não fizeram alterações no intervalo. O Juventude voltou forçando a marcação adiantada, já no campo adversário, tentando amassar, empurrar o Tricolor pra trás. O Bahia, porém mais bem organizado no meio campo que na primeira etapa, apostando nos contragolpes, raros. Aos 13’, Bueno tentou de fora, errou o alvo.
Aos 15’, Guto acionou Gilberto e Isnaldo; saíram Daniel e Ronaldo. Aos 16’, uma cabeçada de Rodallega, pra fora. Wescley e Chico no Juventude, aos 18 minutos, era a resposta tática do treinador Jair Ventura às modificações feitas por Guto. Estratégias de jogo.
A gauchada ainda no comando das ações, na pressão. Aos 25’, Wescley disparou da entrada da área, a bola bateu no travessão, em cima da linha e não entrou. Susto ! Aos 28’, Guto trocou mais dois: Rodriguinho e Maicon Douglas nos lugares de Rodallega e Raí. Uma tentativa de reequilibrar as ações, diminuir o predomínio dos donos da casa.
Jair tentou de tudo: Wagner e Pacheco em campo, foi para o tudo ou nada na frente. Aos 44’, Gilberto bateu falta, da meia, lua, com força, passou perto. Na resposta, o susto numa investida rápida de Wescley pela direita. E o gol não saiu.

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Destaques
Mais um ótimo desempenho da zaga Conti e Luis Otávio, impecáveis no alto e no chão. Patrick e Ranielli brigaram muito. Rodallega e Raí os mais insinuantes na frente.
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Escalações
- Juventude : Marcelo, Michel, Vitor Mendes, Forster e William Matheus; Jadson, Guilherme Castillo, Dawhan e Capixaba; R. Bueno e Sorriso. Treinador, Jair Ventura.
- Bahia : Danilo, Guedes, Conti, Luis Otávio e Juninho Capixaba; Jonas, Patrick, Raí e Daniel; Rodallega e Ronaldo. Treinador, Guto Ferreira.
- Arbitragem paranaense, com VAR. No apito, Paulo Roberto Alves Jr., fraco, caseiro, claramente intimidando os jogadores do Bahia em campo, marcando tudo em favor dos sulistas. Deixou de marcar um pênalti mais do que claro em favor do Bahia, no primeiro tempo, mesmo vendo o lance no VAR.
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Pela 30ª rodada, o Bahia recebe o São Paulo na Fonte Nova, domingo, dia 7, às 18h15.
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Mais dois jogos da rodada no sábado:
- Athlético PR 0 x 1 Santos; Flamengo 1 x 0 Atlético MG; América MG x Fortaleza.
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Eliminatórias
A Seleção Brasileira, líder absoluta nas Eliminatórias para a Copa 2022/ Catar, joga neste novembro duas partidas que podem definir sua classificação antecipada para a Copa do Mundo nas arábias. Dia 11, em São Paulo, contra a Colômbia e no dia 16 contra a Argentina, em San Juan, no país vizinho. Tite convocou apenas atletas que atuam na Europa, com a volta de Firmino e Phillipe Coutinho. Uma relação de velhos conhecidos. Neymar, mesmo mostrando no PSG um futebol abaixo do que pode, sabe e já jogou, continua como estrela maior da ‘família’ Tite.
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Foto: EC Juventude