Atlético ganha do Bahia de virada e conquista título na Fonte Nova





Por Zedejesusbarreto
Num jogo difícil e decisivo, o Bahia chegou a fazer 2 x 0 no segundo tempo e não soube segurar o Galo. Em cinco minutos, atordoado em campo, levou três gols, dois do baiano Keno e entregou o jogo. Faltou malícia, manha para fechar a casinha e não deixar o adversário livre, à vontade. Malícia que sobrou no Atlético que travou o ritmo e “furou a bola”, não deixou ter mais jogo, depois do terceiro gol. O torcedor tricolor saiu arruinado da Fonte.

Com o resultado, o Atlético Mineiro chegou a 81 pontos e sagrou-se, por antecipação Campeão Brasileiro 2021, em plena Fonte Nova tricolorida e amargurada. O torcedor mineiro, em bom número, fez a festa. O time volta de avião fretado e vai ter carnaval em Belo Horizonte.
Ao Bahia, além do choro, cabe agora vencer os dois jogos que lhe restam – contra Fluminense em casa e o Fortaleza lá – e ainda torcer para que seus concorrentes diretos tropecem. O Tricolor tem 40 pontos. Cuiabá, com 43 pontos enfrenta nesta sexta o Athlético/PR, que tem 42; Ainda nessa rodada, o Juventude (com 43 pontos) encara o Fortaleza, no Ceará. O Grêmio, com 36 pontos, na zona, está jogando contra o São Paulo.
Ou seja, só com muita oração, promessa, ebó e sorte o Bahia escapa de cair para a Segundona. Um time sem alma de vencedor, eis a verdade.
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Fonte Nova
- Boca de noite primaveril, amena, na Cidade da Bahia. Clima de festa na Fonte Nova e arredores, desde cedo. Muitos atleticanos misturados à torcida do Bahia, buscando ingressos, e presentes em grande número nas arquibancadas, na esperança de sacramentar o título de campeão em campo. Bastava vencer. O Atlético na liderança (78 pontos), sobrando, um timaço, com oito pontos à frente do segundo colocado.
- O torcedor Tricolor, mesmo que desconfiado, mostrava-se esperançoso num triunfo, que reacenderia a chama de continuar brigando pra não cair, continuar na elite da Série A. O time entrou em campo com 40 pontos ganhos, em 17º lugar, na zona da degola.
- Mais de 30 mil torcedores na festa de cores e bandeiras, bonito de ver... e preocupante, sempre.
O Bahia com seu traje vermelho; o Galo com o P & B tradicional.
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Com bola rolando ...
- Aos 25 segundos o ofensivo Galo já assustava, Danilo Fernandes arrojando-se aos pés de Hulk para evitar a abertura do placar. Aos 6, Keno tabelou com Hulk e bateu forte, Danilo Fernandes espalmou. Aos 11’, o Bahia chegou pela primeira vez área atleticana, num cruzamento da esquerda que Rossi não alcançou. Aos 13’, Nino levou trombando pela direita mas parou no goleiro Everson.
Quando o Galo tinha a bola, trocando passes, o Bahia recuava inteiro, dificultando as ações ofensivas mineira. Mas quando recuperava a bola, tentando sair em velocidade, o Tricolor errava os passes no campo ofensivo, entregando fácil a bola ao adversário. Um Bahia nervoso, jogando pros lados e sem penetração. O Galo superior tanto nos valores individuais, o elenco, como no jogo coletivo.
- Passou dos 30 minutos, raros lances de área. A marcação forte prevalecendo. O time mineiro sem pressa, tramando. Aos 39’, após uma ratada bisonha de Matheus Bahia, Nacho entrou livre e bateu forte, de frente, para ótima e salvadora defesa de Danilo Fernandes. Aos 43’, Matheus Bahia levantou na cabeça de Rodriguinho que testou por cima. Sem gols na primeira etapa. Bom para o Tricolor, que pouco ou nada criou na frente.
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Sem mudanças no intervalo. Com um minuto, a defesa mineira cortou mal e a bola sobrou na meia lua, limpa, para o chute de Rai, que carimbou o zagueiro Nathan. A resposta foi de Hulk, aos 3 min, num chute forte que desviou na zaga e Danilo Fernandes espalmou. Aos 4’, Raí puxou contragolpe, invadiu a área inimiga e, ao invés de chutar, passou para Rossi que penetrava pela direita, mas Arana chegou antes e desviou. A segunda etapa começou mais aberta, mais corrida. Um Bahia mais ousado.
- Aos 7’, Keno tentou de longe, da esquerda, por cobertura e quase enganou Danilo Fernandes, que conseguiu espalmar, no ângulo. Aos 10’, Gilberto rolou para finalização de Rai, na frente da grande área, o chute saiu rasteiro, Everson catou.
- Gol ! 1 x 0 Bahia, aos 16 minutos. Luis Otávio, testando escanteio cobrado por Mugni, da direita; acertou o ângulo.
Que bom !
- Gol ! 2 x 0 Gilberto, aos 20’. Cruzamento de Matheus Bahia da esquerda, o artilheiro chegou antes da zaga, escorando.
Mas...
Aos 26’, após uma bola perdida por Raí no meio campo, bola enfiada, Luis Otávio dividiu, na bola, o atleticano se atirou no chão e o árbitro, mais que afoito, marcou, viu pênalti no lance. Nem foi ao VAR.
- Gol ! 2 x 1 , Hulk bateu bem e fez.
O Bahia sentiu, deu pane geral e ...
- Gol ! 2 x 2, Keno, aos 28’, recebendo na entrada da área, enganando Nino com o corpo e acertando o canto de Danilo, pelo alto.
- Gol ! 3 x 2, Keno, de novo. Marcação frouxa, o atacante (baiano) bateu de canhota e acertou o canto, virando o placar. Aos 30’.
Daí o Atlético fez em campo o que o Bahia não soube fazer... travar o jogo, catimbar, reforçar a defesa, cair, ganhar tempo, “furar a bola”, como dizia o grande Gérson. O Bahia amoleceu, deu campo ao adversário. O Bahia é uma equipe com um elenco sem manha, tolo, burro, sem alma. E incompetente.
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Destaques
O jogo coletivo do Galo, campeão, um time rodado, cascudo, que sabe o que quer em campo. Keno e Hulk fizeram a diferença.
No Bahia... lampejos e falta de concentração, de malícia... Alguns atletas que não brigam. Guto tinha de se fechar e ganhar tempo, ocupar todo o meio campo logo que fez o segundo. Cochilou ... dançou.
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Escalações
- O Bahia: Danilo Fernandes, Nino Paraíba, Conti, Luis Otávio e Matheus Bahia; Patrick, Mugni (Indio Ramirez), Rodriguinho (Daniel); Rossi, Gilberto (Rodallega) e Raí (Ronaldo). Treinador, Guto Ferreira.
- O Atlético, “Galo Mineiro”: Everson, Mariano, Nathan, Junior Alonso e Arana; Tchê-Tchê, Zaracho e Nacho Fernandez; Vargas, Hulk e Keno (entraram Sasha, Rabelo, Dodô e Nathan). Treinador, Cuca.
Arbitragem de São Paulo; Flávio Rodrigues de Souza no apito, com o auxílio do VAR.
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Pela 37ª rodada, a penúltima, o Bahia recebe o Fluminense / RJ no domingo, 16h, na Fonte Nova.

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Série C
O Vitória, que caiu da Série B para a Série C, enfrentará em 2022: Remo, Brasil de Pelotas, Confiança, Manaus, Ipiranga, Botafogo PB, Paissandu, Volta Redonda, Altos, Ferroviário, Figueirense, Floresta, São José/RS, Botafogo de Ribeirão Preto, Mirassol, Aparecidense, Atlético/Ce, ABC e Campinense.
Vamos nos acostumando com esses nomes aí.

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O Mundial de Clubes/2021, nos Emirados Árabes, só vai acontecer em fevereiro de 2022. Os clubes que participam: Palmeiras, Monterrey do México, Chelsea (campeão da Europa), Al Hilal (Arábia Saudita), Al Ahly (Egito), Al Jazira (Emirados Árabes) e Auckland City (Nova Zelândia). O Palmeiras estreia contra o vencedor do duelo: Monterrey x Al Ahly.

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Foto: EC Bahia/Felipe Oliveira