ACM Neto diz que, se for governador, vai valorizar servidores públicos





O pré-candidato a governador, ACM Neto, afirmou que, caso seja eleito, irá valorizar as carreiras do serviço público do estado, que são, nas palavras dele, fundamentais: "sem eles a gente não vai pra lugar nenhum". Em entrevista à imprensa em Mutuípe, no Vale do Jiquiriçá, Neto disse ainda esperar que o governo conceda mesmo reajuste aos funcionários públicos, mas criticou que a medida aconteça apenas às vésperas da eleição e após tantos anos sem aumento salarial.

"Se você conversar hoje com os funcionários públicos, vai ouvir lamentações, queixas e muitas críticas em relação à postura adotada pelo Governo do Estado nos últimos anos. Mais uma vez, se aproximando da eleição, agora depois de tantos anos sem reajuste, o governador está sinalizando que vai dar algum reajuste. A gente sabe que muito disso é porque a eleição está se aproximando. Espero que ele dê. Espero que a nossa movimentação política na Bahia resulte em alguma coisa boa, que eles façam alguma coisa pelos baianos, nesse caso especificamente pelos servidores públicos", disse.

Ele reforçou que, caso seja eleito governador, irá valorizar o serviço público. "Eu acredito muito na carreira e nas carreiras de estado. Os servidores são fundamentais, sem eles a gente não vai pra lugar nenhum. O Estado só é eficiente, só consegue entregar os resultados esperados pela população, pelo cidadão, se tem um servidor motivado, que trabalhe, que vista a camisa, que acredite no seu serviço", salientou.

Neto voltou a destacar também sua proposta de descentralização administrativa do estado. Ele citou a criação das prefeituras-bairro quando foi prefeito de Salvador. "Fizemos um modelo que deu muito certo, que acumula milhões de atendimentos, que levou o braço da prefeitura para várias regiões da cidade, que aproximou a prefeitura dos bairros distantes", frisou.

"Eu entendo que é preciso tirar o governo da capital, do centro administrativo, levar o governo para cada lugar da Bahia. Existem muitos lugares que, pela distância territorial, há um sentimento de ausência do governo do estado. Nós temos que substituir esse sentimento por proximidade, e é o que eu pretendo fazer caso eu tenha a oportunidade de ser governador. Nós vamos dividir a Bahia nas suas macrorregiões, e cada uma vai ter uma estrutura administrativa com um braço de gestão do Governo do Estado. Não apenas para levar serviços, mas para levar também o poder de decisão, que é o mais importante", acrescentou.

Questionado pela imprensa sobre visitas do governador Rui Costa (PT) na região, ACM Neto disse que sua "movimentação política em vários municípios tem provocado que o estado" também se mobilize. "Em muitos lugares, quando eu anuncio dias antes, poucos dias antes o governador resolve ir, ou poucos dias depois. Que bom, eu celebro e comemoro que isso aconteça e espero que de fato os investimentos cheguem na ponta", disse.

"Lamento apenas que isso esteja acontecendo já no oitavo ano do governo dele e no décimo sexto ano quase do governo do PT, porque eu acredito que uma política correta, ações públicas efetivas acontecem e precisam acontecer ao longo de todo o mandato, do primeiro dia quando o governador senta cadeira em diante. Não pode ser uma coisa eventual. Não pode ser uma coisa nas vésperas da eleição. Nós sabemos que aqui na Bahia quando a eleição se aproxima eles se movimentam, inclusive procuram muitos prefeitos, oferecem convênios, prometem obras, algumas são iniciadas e muitas sem a execução necessária, ficam na promessa", complementou.

Neto ainda destacou que, caso seja eleito, todas as ações positivas que forem iniciadas agora serão continuadas. "Agora, o eleitor sabe, o cidadão sabe distinguir com toda tranquilidade, sabe separar o joio do trigo, sabe compreender quem é que trabalha ao longo de todo o seu mandato e quem só trabalha e só faz alguma coisa quando a eleição se aproxima", criticou.