Dos livros que li…





Por Victor Pinto
Desta vez resolvi dar uma pausa nas análises políticas até para um recesso mental para um 2022 que chega com ar de acirramento. Esse ano vamos a campo acompanhar uma eleição histórica. Comento livros e leituras do meu ano passado.

 

Em 2021, ano de energia pesada, me propus a ler mais. Acho que a população também, pois em agosto de 2021 no comparativo a agosto de 2020 houve um crescimento de 46,5% na comercialização dos livros de acordo com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). A correria das atividades cotidianas me roubou, posso colocar assim, a ordem das prioridades no campo da leitura de algumas obras e me vi preso no "passar os olhos" em textos obrigatórios (trabalho e faculdade).

 

Consegui, por exemplo, me reaproximar das biografias. Um livro essencial da minha relação foi Irmã Dulce, escrito por Graciliano Rocha, lançado em 2019 pela Editora Planeta. Tive o privilégio de entrevistar esse grande jornalista em Salvador e ter um exemplar dessa obra autografada. A história narrada por Rocha sobre a história da nossa querida santa baiana é um documento importante não só da biografia. Traz um enredo minucioso do contexto político, social e religioso da Bahia, mais precisamente da capital baiana, no recorte temporal empregado.

 

Do que estou lendo, no campo biográfico, O Príncipe - Biografia Não Autorizada de Marcelo Odebrecht escrito por Marcelo Cabral e Regiane Oliveira. Livro lançado em 2017 pela Astral Cultural. Ainda seguindo pouco mais da metade das 416 páginas, posso destacar o título nessa relação.

 

Do campo religioso, registro Se Eu Tivesse uma Câmera Digital de Dom Murilo Krieger, arcebispo que deixou o comando da igreja Católica de Salvador no ano retrasado. O livro é de 2014, lançado pela Paulinas. São pequenas histórias do cotidiano embasadas pela leitura bíblica que nos desperta lições simples e consistentes.

 

Leandro Karnal fez parte de dois livros da minha relação. O Dilema do Porco Espinho (editora Planeta) e Todos Contra Todos - o ódio nosso de cada dia da editora Leya, lançado em 2017. Esse último foi o texto cabeçudo do meu ano. As palavras didáticas desse historiador e professor previram a densidade da escalada dos discursos odiosos que chegamos em 2018 e 2020 em relações das mais diversas esferas. Vale, muito, a leitura.

 

Para encerrar as indicações lidas: Arca sem Noé - Histórias do Edifício Copan da editora Record, lançado em 2010. Histórias curtinhas e narradas com maestria por Regina Rheda que nos surpreende a cada desfecho. Comprei esse livro de maneira despretensiosa e se tornou uma leitura bastante legal do ano. Um humor irônico e tanto.

 

Das prioridades que coloquei na minha lista de 2022 estão, por exemplo, o aclamado Torto Arado de Itamar Vieira Júnior, Crônica de uma Tragédia Anunciada de Wilson Gomes e A Elite do Atraso de Jessé de Souza.

 

E você? Já fez a sua lista de leitura deste ano? Tente e começa com o primeiro passo. Se proponha. Navegue nas linhas. Feliz ano novo!
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