Copa do Brasil: Bahia bate Azuriz nas penalidades e se classifica para a próxima fase





Por Zedejesusbarreto
Num joguinho murrinha, onde só foi jogar um pouquinho depois dos 30 minutos do segundo tempo, o Bahia terminou se dando bem em Pato Branco/PR. Empatou no tempo regulamentar com o Azuriz (1 x 1) e venceu (4 x 3) na cobrança de tiros livres da marca do pênalti. O Tricolor está classificado para a próxima fase da Copa do Brasil e faturou, com o triunfo, 3 milhas, aliviando as finanças.

O time de Guto fez uma primeira etapa muito ruim. Nos vestiários, no intervalo, Guto sacudiu a moçada e o time voltou mais aceso a campo. Com as mexidas (a entrada de Djalma, Ryan e Falcão) o Tricolor cresceu, chegou ao empate e poderia ter vencido no tempo normal, criou boas chances, quando o time da casa parecia já sem pernas. Valeu pelo resultado final.

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No Paraná

- Pato Branco, estádio Os Pioneiros – acanhado, com arquibancadas improvisadas instaladas para chegar à capacidade mínima exigida de 10 mil expectadores. Gramado com boa aparência, mas... Iluminação de boate. Noite fria pros baianos, 16 graus.

- Jogo de volta, decisivo. No primeiro confronto, na Fonte Nova, 0 x 0, o Tricolor parou na retranca do Azuriz. Um novo empate no tempo regulamentar levaria a decisão para a cobrança de tiros livres diretos da marca do pênalti.

- O Bahia com seu traje branco, detalhes em azul e vermelho. O Azuriz de azul.

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Com bola rolando ...

Diferente do que aconteceu na Fonte Nova, um Azuris mais solto, aberto, buscando também o ataque, brigando mais, incomodando. Melhor de ver e mais espaço para o Tricolor jogar, mesmo em ritmo lento.

- Aos 5’, Robinho, marcado (?) por Borel, testou de frente um escanteio cobrado da direita e errou o alvo por pouco. Primeiro susto.

- Gol ! 1 x 0 Azuris, aos 10 minutos. Wenderson dominou na meia cancha, livre, ajeitou, sem marcação, e mandou bala. O goleirão Danilo Fernandes não acreditou e ... aceitou.

Será que o gol levado acordaria a moçada tricolor? Sò dava o time da casa, aceso. Os baianos espiando, azoados, como se cansados da longa viagem, afffe! Chegamos aos 25’, nada do Bahia.

Aos 28’, Jamerson bateu falta e acertou a trave de Danilo, quase ampliou. Aos 30’, após um erro defensivo da zaga local, Davó roubou a bola e entrou livre, cara a cara, mas perdeu a chance do empate. Única. Aos 35’, Marco Antonio arriscou, o goleiro deu rebote, mas ninguém chegou. Foi só.

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Uma primeira etapa muito ruim do Bahia, sonolento, apático. Levou um gol, todos espiando, inclusive o goleiro, e não reagiu. Levou uma bola na trave e marcou mal (Ignácio errou tudo), nada criou no meio campo. Única chance, Davó perdeu, displicente. O Tricolor precisava entrar no jogo na segunda etapa, mas... como? Guto tinha como opção ofensiva no banco (tamborete?): Marcelo Ryan, Ronaldo, Gregory... Poucos recursos. O Azuriz achou um adversário à mercê, fez um gol e trombou, correu, travou, se impôs na tora. O Tricolor não soube o que fazer, não teve leitura, não jogou nada.

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No intervalo, Guto tirou Jacaré, horrível, entrou Marcelo Ryan, mais enfiado. Davó caiu mais pela esquerda. A partida ficou mais encardida, muitas faltas, blábláblá, empurra-empurra, catimba ... o árbitro sem pulso, meio intimidado, o time da casa gostando do clima, o tempo passando, pouca bola jogada. O Bahia no totó, sem chegada, e o Azuriz esticando o passe, na correria e gastando tempo.

- Marco Antonio teve boa chance, por volta dos 15 minutos, de cara, e reclamou de mão na bola de um zagueiro paranaense, queria pênalti. O árbitro nem tchum. Luis Otávio saiu com dores na coxa, entrou Gabriel, oriundo da base. Djalma substituiu Davó, e, aos 21’, pela primeira vez o Bahia penetrou pela esquerda, trocando passes; Djalma arrematou, o goleiro pegou. No lance seguinte...

- Gol ! 1 x 1, Marcelo Ryan, aos 23 min, de cabeça, aproveitando o rebote do goleiro, depois de uma bela jogada e arremate forte de Djalma. O menino foi oportunista, centroavante.

O Bahia melhorou, atacando, assediando, buscando a virada, depois do empate. Aos 40’, Djalma bateu falta, com força, carimbou o goleiro Caio, não passou. Aos 46’, Djalma despejou outra bomba, o goleirão triscou e evitou a virada, mandando a escanteio.

Aos 49’, o árbitro encerrou, a virada não rolou. Deu empate (1 x 1) e a decisão foi para a cobrança de tiros diretos da marca do pênalti.

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Nas cobranças, 4 x 3 Bahia ! Marcaram Daniel, Falcão, Djalma e Ryan (Marco Antonio perdeu, o goleiro pegou). O Azuriz chutou duas na trave.

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Destaques

- Djalma entrou e mudou a cara do jogo, decisivo. Falcão e Rezende, pela luta.

Os piores? Jacaré, Davó, Ignácio, Borel, Patrick ... Até o goleiro Danilo Fernandes falhou no gol.

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Escalações

- O Azuriz do treinador Fabiano Daitx: Caio, Igor Bosel, Salasar, Guarapuava e Jamerson; Natan (Leo), Wendeson (Vieira), Berguinho (Leo Indio) e Welisson (Rone); Robinho e Jotapê (Edson).

- Bahia: Danilo Fernandes, Borel (Jonathan), Ignácio, Luis Otávio (Gabriel Xavier) e Luiz Henrique; Patrick, Rezende (Falcão); Marco Antonio, Daniel, Jacaré (Marcelo); Davó (Djalma). Treinador, Guto Ferreira.

Arbitragem de Goiás, com André Luis de Freitas Castro no apito. Sem VAR. Muito fraco, enrolado, sem moral, caseiro.

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O Bahia volta a jogar no domingo, às 16h, em São Januário, Rio de Janeiro, contra o Vasco da Gama – pela Série B. Outro papo.

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Pela Copa do Brasil, jogo de volta, o Vitória recebe o Fortaleza no Barradão, nesta quinta-feira à noite. No jogo de ida, lá, deu 3 x 0 Fortaleza.

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Foto: EC Bahia/Bruno Queiróz