Bahia perde do Vasco no Rio e cai para a terceira colocação





Por Zedejesusbarreto
Bastou um gol em cobrança de falta, de bem longe e com a colaboração do goleiro Danilo Fernandes, ainda no primeiro tempo, e o Vasco venceu (1 x 0) o Bahia, com casa cheia em São Januário, desbancando o Tricolor Baiano para a terceira posição na tabela de classificação e assumindo o quarto lugar, com os mesmos pontos do time baiano.

Foi um jogo duro, disputado, onde o Bahia teve mais a bola, trocou mais passes, atuou a maior parte do tempo nas proximidades da área inimiga mas finalizou pouco e sem precisão. O Vasco achou o gol e se encolheu, brigou muito, catimbou e suportou a pressão até o final, com boa ajuda do árbitro, que fez vistas grossas para as jogadas violentas e o antijogo dos cariocas. Faz parte. O meio campo do Bahia continua devendo. Patrick, Daniel e Marco Antonio fogem das divididas, quando fica mais pegado, erram passes decisivos e não chutam em gol. Rodallega faz tremenda falta, o time de Guto tem jogado sem centroavante.

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Com os resultados, e faltando apenas um jogo para fechar a sétima rodada, os quatro primeiros colocados: Cruzeiro (16 pontos), Sport Recife (14), Bahia (13) e Vasco (13). O Grêmio tem 10 pontos, ainda joga, pode chegar a 13 mas não passaria o Bahia, que tem mais triunfos e melhor saldo de gols, até aqui.

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- Fechando a 7ª rodada: Náutico 0 x 1 Cruzeiro; na segunda, 20h, Ituano x Grêmio.

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São Januário/RJ

- Cerca de 20 mil presentes nas arquibancadas, cheias e animadas na tarde domingueira outonal carioca sem chuvas, com um gramado queimado mas bom de se jogar.

- O Vasco com sua camisa tradicional branca e a listra preta em diagonal. O Bahia com seu padrão tricolor, listras verticais na camiseta; um padrão novo, feio, pesado, o branco sumido.

 

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Com bola rolando ...

O Bahia começou melhor, atuando mais no campo adversário, pressionando na frente, buscando as finalizações de longa distância. Jogo franco, aberto, na bola. O Vasco ameaçando apenas nas bolas paradas, em faltas bem cavadas e escanteios ...

- Gol ! 1 x 0 Vasco, aos 22 minutos. Falta ensaiada na intermediária (32 metros de distância), Nenê tocou e Figueiredo disparou uma bomba, de curva, enganando Danilo Fernandes, abrindo o placar.

Com o gol, numa falha reconhecida de Danilo Fernandes, o Vasco cresceu, equilibrou, passou a ocupar mais o território inimigo. Nenê começou a catimbar, chamar faltas, querer apitar, melar o jogo, como sempre faz. Figueiredo, confiante, aparecendo, dando trabalho.

- Aos 36’, Rildo tentou de fora, o goleiro vascaíno deu rebote, a zaga safou; cadê atacante? Aos 37’, outra tentativa de fora, Patrick, não acertou o alvo. Depois dos 35’, já mais assentado, o Tricolor voltou a atacar, mas...

Clauss começou a apitar vascainamente, levando em conta as presepadas e simulações dos cariocas, travando. Numa falta clara em Marco Antonio, os baianos pediram pênalti, mas ele aplicou cartão amarelo no atacante, entendendo como ‘simulação’ do avante. Dois critérios? Danielzinho e Marco Antonio pipocando, fugindo das divididas quando o jogo ficou mais pegado, pra variar.

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Um primeiro tempo equilibrado, o Vasco foi mais objetivo, achou o gol e, com a vantagem, segurou, travou, pegou forte e administrou à sua maneira, com o malandro Nenê comandando. O Tricolor teve mais posse de bola e finalizou mais, porém sem precisão, sem muita convicção.

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Logo no recomeço, Razende fez bom arremate da entrada da área, Tiago Rodrigues espalmou em baixo. Os vascaínos tumultuando, caindo, quebrando o ritmo, ganhando tempo... fazendo o antijogo, Clauss permitindo. O Bahia chegou perto aos 13’, numa cabeçada de Rildo, por cima. Na pressão do Tricolor, Nenê parou o jogo e ainda pisou num adversário já caído, criando tumulto para parar o momento de pressão do Tricolor. Clauss não puniu o ‘vovô’ amigo.

O Bahia postou-se inteiro na frente, tocando bola, e o Vasco atrás, marcando, suportando, mordendo, matando as jogadas, apostando num contragolpe, num erro adversário. Saiu Marco Antonio, entrou Jacaré. O tempo ía passando, os tricolores já desgastados mas em cima, alugando o campo inimigo, porém finalizando pouco.

Aos 34’, O Vasco teve uma chance, num chute de Pec, cruzado, fora. Pressão final baiana nos minutos finais, mas o gol não saiu. Deu Vasco, São Januário em festa.

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Destaques

O goleiro Danilo não foi muito exigido, não fez grandes defesas e falhou no gol de Fiqueiredo, um tiro de muito longe em cima dele. Miolo de zaga seguro. Rezende, o melhor, pela raça, garra. Rildo o melhorzinho na frente. Irritante as atuações de Danielzinho, Marco Antonio, Patrick... sem fibra.

No Vasco, o garoto Figueiredo, bom de bola, a manha do eterno Nenê, a disposição e aplicação defensiva.

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Escalações

- Vasco da Gama: Tiago Rodrigues, Gabriel Dias (Weverton), Quintero, Anderson Conceição e Edimar; Yuri, Andrey (Juninho), Nenê (Palácios) e Figueiredo (Erick); Gab Pec e Raniel (Getúlio). Treinador, Zé Ricardo.

- Bahia, de Guto Ferreira: Daniel Fernandes, Borel, Ignácio, Didi e Luiz Henrique (Djalma); Patrick (Falcão), Rezende, Daniel; Marco Antonio (Jacaré), Rildo e Davó (Marcelo Ryan).

Arbitragem paulistana, com VAR – Raphael Clauss no apito. Arbitragem safadinha, caseira, carioca.Não deu cartões aos vascaínos que abusaram do jogo pesado, violento.

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Pela 8ª rodada, o Bahia recebe a Ponte Preta na Fonte Nova, sexta-feira, dia 20, às 21h30.

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O Vitória, pela Série C, joga na quarta-feira, dia 18, às 20h30, no Barradão, contra o Botafogo da Paraíba.

 

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Foto: Daniel Ramalho/CRVG