Por Ademilton Batista
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Um coração sem amor não deixa rastros ou dor, iguala-se ao tempo escasso, quase sem tempo, que passa depressa como o vento lá fora, sem esperar.
Um mundo sem amor é como um corpo sem vida, tendo no tempo, o vazio da emoção. Desvanece, esquece, ficando a razão.
Dentro, tudo quieto e calmo, sem cor, quase parado, energia chega, alegria se vai, como o sopro da tempestade, que cai ecoando sons fortes, que leva os medos junto aos raios.
Quando a primavera vem, a natureza renova-se.
Novos ares, novos tempos,
levando as chuvas e os ventos,
nem tudo é calmaria.
As plantas, as flores, as cores e seus perfumes, mostram-se, exalam-se, transformam-se, enchem-se novamente de esperanças, os corações vazios, adormecidos, de um sentimento qualquer.
Um coração que insiste sem amor, endurecido fica, nem o Sol, nem a Lua, nem o encantamento e calor não há.
Iguala-se ao vento do lado de fora. Olha, bate, bate se debate na janela, sem poder entrar.
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Poeta
* Do Livro Vencendo o Tempo pg104
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Poema premiado no Concurso Nacional de Novos Poetas Sarau Brasil, em 2017, em livro impresso Vencendo o Tempo 2020 e, também, o primeiro trabalho do autor Ademilton Batista a receber uma premiação nacional, estreando, assim, as suas próximas participações e premiações em concursos, antologias e declamações em 2017 a 2023, pela America do Sul( Venezuela, Colômbia, Argentina e Chile), Europa, ( Italia, Espanha, Portugal) Ásia (Bangladesh, India), e, mais recente em 14/05/2026, foi declamado na Rádio FM, Frequência Mum No Programa Hora Mágica, na Cidade de Luanda, Angola, África para o mundo. Muito feliz com desempenho do Poema O Amor Que se Vai,
Obs:Áudio do programa para quem desejar ouvi-lo, enviarei. Declamação aos 75,05, a ,77.40 minutos do programa.@todos


