Por Henrique Ribeiro
O padre Jolivaldo foi encaminhado para a paróquia de Alagados. Ele estava desenvolvendo um trabalho religioso e social de alto nível.
No meio de semana sai à paisana para visitar um família carente e ao passar numa rua estreita encontrou um policial com uma arma apontada para a cabeça de um jovem rapaz afro-descendente, não hesitou e fez um alarme que acabou com a fuga do jovem negro.
Os policiais levaram o padre preso com a justificativa que ele ajudou a um dos chefes do crime organizado a fugir .
Na delegacia foi identificado e reconhecido como o padre de Alagados, mas ficou preso pelo seu ato. Ele justificou que não conhecia o rapaz e muito menos sabia que o jovem negro era um chefe do crime organizado, para ele, naquele momento apenas evitou que um ser humano fosse morto pela polícia.
Durante a sua prisão, ficou em contacto com criminosos perigosos, temeu por sua vida, mas não perdeu a chance de evangelizar.
Um dia contou a parábola do Pai Generoso, mas conhecida como a parábola do Filho Pródigo, e convenceu a muito presos a mudarem de vida.
Na cela encontrou um italiano, Enrico Bruscheta, que ficou encantado com seus ensinamentos.
O bispo Achel apesar de gostar muito do padre e ter encaminhado-o no ano anterior ao Vaticano para representá-lo numa convenção, não se moveu para retirá-lo da prisão.
O italiano foi solto e conseguiu um advogado, Dr Márcio Elite, que providenciou a libertação do padre.
A imprensa sensacionalista divulgou que o padre foi teve a sua liberdade com ajuda da Máfia Italiana.
O bispo enviou o padre para um retiro na Itália tirando-o do foco da imprensa sensacionalista e só então revelou ao padre que o italiano que promoveu a sua libertação, era um amigo do bispo Achel que tinha sido preso por engano devido ser homônimo de um mafioso.
O padre Jolivaldo se integrou a congregação italiana, pós graduou e hoje é um dos cardeais que participa da eleição do papa.
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Poeta, cronista e cardiologista
