O PT e o crime organizado

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Por Joaci Góes

       A educação é o caminho mais curto entre a pobreza e a prosperidade; o atraso e o desenvolvimento; a sociedade violenta e desigual em que vivemos e o estágio civilizatório avançado que aspiramos.

         Ao artista plástico Bel Borba.

Quando o General Golbery do Couto e Silva, o todo poderoso Chefe da Casa Civil do Governo Militar do General Ernesto Geisel, na década de 1970, decidiu apoiar o crescimento do nascente líder sindical Luiz Inácio da Silva, o Lula, como mecanismo de anulação dos partidos comunistas no Brasil e seus líderes, ele não sabia que com a água suja estaria jogando fora, também, o bebê que nela se banhava. No caso, metaforicamente, o bebê corresponde aos valores morais e intelectuais, tão caros aos comunistas, completamente desprezados pelo PT, Bahia e Brasil afora, em suas gestões, postura que nos conduziu ao estado de degradação social e moral que caracteriza a Bahia e o Brasil de nossos dias, consoante alarmantes dados comparativos de qualidade de vida do período anterior ao petismo com os atuais que tanto nos rebaixam aos olhos do mundo.

         Induvidosamente, na liderança dessa ominosa desconstrução, avulta a personalidade delinquente de Lula da Silva, encarnação viva de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, criado, em 1928, pelo modernista Mário de Andrade. Tanto é que, a partir de então, involuímos, de uma sociedade pacífica, para a tragédia social de nossos dias, em que, paralelamente, ao relativo atraso econômico brasileiro, em face do mundo mais avançado, passamos a figurar como uma das nações mais violentas e corruptas do Planeta. Sem falar no ominoso declínio da qualidade da educação, no Brasil, em todos os níveis, do fundamental ao superior, desempenho tanto mais grave quanto vivemos na sociedade do conhecimento, tempo em que uma nação tão pobre de recursos naturais, como Israel, se apresenta como uma potência de prestígio universal, com tão acentuada superioridade diplomática, científica e militar sobre um criticamente desorganizado Brasil, cada vez mais isolado do mundo desenvolvido, graças, sobretudo, aos desmandos petistas que nos associaram ao rebotalho moral, econômico, político e social vigentes na vanguarda do atraso de nações como Cuba e Venezuela, não faz muito, duas das mais desenvolvidas das nações latinas. O inédito rompimento com a Argentina e os Estados Unidos, nossos maiores parceiros continentais, a ponto de um dos seus presidentes chegar aqui e dizer para conhecimento do Mundo: “Lula, você é corrupto e ladrão”, e nós, brasileiros, cabisbaixos, sem termos o que responder.

         Nem seria necessário reiterar o quanto a comunidade de marginais é petista, quando sabemos que sucessivas pesquisas de opinião demonstram que mais de 90% das populações presidiárias votam no PT. Bastariam as reiteradas declarações de Lula, em defesa da criminalidade de todas as dimensões, para identificá-lo como patrono brasileiro da criminalidade de todos os níveis, desde quando propugnou pela exclusão dos furtos de celulares (o que é que tem, roubar um celular para tomar uma cervejinha?), até à defesa do crime organizado, ao propugnar, em discurso na ONU, pela não equiparação do crime organizado ao de terrorismo, como o faz o Governo Norte-Americano.

         No mesmo período, a Bahia percorreu semelhante itinerário de leniência com o crime, a ponto de fazer ouvidos moucos ao clamor que apontava um movimento importante como o MST haver-se transformado num puxadinho do crime organizado, ao patrocinar e acobertar invasões de propriedades privadas, no interesse do crime organizado, para cuja efetivação os governos petistas, reiteradamente, negavam apoio policial, requerido pelo Poder Judiciário para expulsar os invasores ladrões.

         Além de encarnar o Macunaíma, parece ter sido inspirado no exemplo petista o imortal diagnóstico de Rui Barbosa do ambiente brasileiro: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.