Recomeço sem ódio

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Por Joaci Góes

            A educação é o caminho mais curto entre a pobreza e a prosperidade; o atraso e o desenvolvimento; a sociedade violenta e desigual em que vivemos e o estágio civilizatório avançado que aspiramos!

            À amiga e médica Mônica Melo da Silva!

Em 1994, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo manifestou o receio de que o brasileiro corria o risco de deixar de ser um povo tolerante com a corrupção para transformar-se num povo, em si mesmo, corrupto.  O Lula 3 alcançou esse maligno desiderato, ao chegar ao fim, com a mais acachapante derrota em eleições presidenciais brasileiras, como se verá no próximo dia 25, com números da ordem de 10 milhões de votos abaixo do vencedor. Uma merecida punição a um longo período de mando, caracterizado pelo populismo, corrupção e disseminação do ódio como fator de divisão da família brasileira, com o propósito predominante de permanecer no poder, para dele locupletar os amigos e as burras da família.

            Com as instituições em frangalhos, a ponto de conduzir nossa Suprema Corte ao desapreço geral, em face do ativismo, corrupção e truculência de alguns dos ocupantes do outrora Excelso Pretório, o Brasil ainda exibe alguns dos mais preocupantes índices em áreas que lastreiam a prosperidade e segurança dos povos. Se baixo tem sido o nosso crescimento, pior ainda é o nosso padrão de segurança pública, ao ocuparmos um dos os últimos lugares no Continente Americano, ao lado de Colômbia e Venezuela, cujos dirigentes, até pouco tempo, se apresentavam como irmãos siameses de Lula, já defenestrados pela irresignação de forças redentoras, de dentro e de fora de suas fronteiras, como se viu na humilhante captura de Nicolás Maduro.  

            É evidente que os transgressores da lei, sobretudo os integrantes dos poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário -, devem ser punidos adequadamente, o que significa dizer, sem o caráter de vingança, como incorporado na pena do Talião, expressa no dogma ”olho por olho; dente por dente”, mas com o sentido de punição educativa, como é do espírito da Lei. Sem o fim do “Nós contra eles”, com que Lula arruinou a boa convivência entre irmãos brasileiros, o nosso continuará a ser o eterno País do Futuro.

            A análise fria dos fatos nos aponta para o crescimento da votação de Flávio Bolsonaro em cada uma de todas as unidades da Federação, inclusive na Bahia, onde Lula ainda vencerá, mas com margem sensivelmente inferior à sua vitória no primeiro turno, por razões várias, até pela adesão oportunista que o candidato do PL receberá das forças com maior interesse federal do que estadual. Sem falar no papel de relevo que ACM Neto, João Roma e Ângelo Coronel desempenharão, livres das amarras embutidas na polarização maniqueísta Lula x Bolsonaro.

            Sem a imperiosa, higiênica e catártica defenestração de nomes como os de Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, não haverá a necessária paz social no Brasil, indispensável ao nosso avanço coletivo, nos planos que interessam à dignidade social, econômica e política, dos quais temos nos afastado, perigosamente.

            É mais do que chegada a hora de Lula passar a viver o descanso que sua idade impõe. É de lamentar-se, porém, que seja um otium sine dignitate.