Renata Belmonte, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do Prêmio Oceanos com o romance “Mundos de uma noite só” participa no próximo dia 15 de debate na Bienal do Livro da Bahia. Sua obra reafirma a força narrativa da autora ao investigar identidade, memória e as verdades que emergem quando as ilusões desmoronam.
Lançada pelo selo Tusquets, da Editora Planeta, foi também destaque do Clube TAG Curadoria em 2025 e aponta temas que reaparecem em Piscinas russas, livro mais recente da escritora.
Com uma escrita sofisticada e atmosfera densa, Belmonte conduz o leitor por uma narrativa construída em camadas de revelação e silêncio. A trama acompanha uma mulher que, ao encontrar um livro antigo entre os pertences da mãe, inicia uma investigação íntima sobre o passado familiar. O gesto aparentemente simples desencadeia descobertas que atravessam gerações e colocam em xeque lembranças, afetos e certezas.
Embora comece como um romance de formação, a história se expande para um retrato mais amplo de ruína — de uma cidade, de um período histórico e das estruturas que sustentam as relações humanas. Ao entrelaçar memória pessoal e transformações coletivas, a autora constrói uma narrativa que evidencia como histórias íntimas refletem mudanças profundas no mundo ao redor.
A recepção crítica foi amplamente positiva. Escritores e críticos como Carola Saavedra, Luiz Ruffato, Carolina Vigna e Cauana Mestre destacaram a força da obra. Em resenha no Jornal Rascunho, Vigna sintetizou o impacto do livro ao compará-lo a uma combinação improvável entre Gabriel García Márquez e Simone de Beauvoir.
Com Mundos de uma noite só, Renata Belmonte consolida seu nome entre os principais da ficção brasileira contemporânea, ampliando o alcance de uma obra já reconhecida por público e crítica.
Sobre a autora
Renata Belmonte tem também três livros de contos premiados, como Femininamente (2003). Ela é Doutora pela Universidade de São Paulo e mestre pela Fundação Getúlio Vargas, atua ainda como advogada
