Por Zédejesusbarreto
O Brasil estreia na Copa/2026 neste sábado, dia 13 de junho, data consagrada a Santo Antônio, o de Pádua, o de Lisboa, o verdadeiro padroeiro de Salvador, conforme reivindica o cronista-mor da cidade, o jornalista e escrevinhador Tasso Franco. Dia de devoção, de festa popular nas igrejas, nos terreiros, nas casas, nas ruas… este ano enfeitadas de verde e amarelo (azul e branco) as cores da nossa bandeira. Preces pro santo, nos altares, torcida para a Seleção Brasileira. Fé e esperança.
O jogo é Brasil x Marrocos, às 19h, em New Jersey, NY City, EUA, pelo Grupo C, fase classificatória. O primeiro jogo do nosso treinador, o italiano Carlo Ancelotti, à frente de uma seleção numa Copa. Sorte pra ele.
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Pelo visto, Ancelotti vai lançar um time cascudo, com oito jogadores que participaram da campanha de 2022, no Catar, sob comando de Tite. Ficamos pelo caminho, caímos para a Croácia, nas quartas de final, com Alisson, Danilo, Marquinhos, Alex Sandro, Casemiro, Paquetá, Bruno Guimarães, ViniJr… Se a decisão conservadora, cautelosa de Ancelotti foi correta ou não só o placar do jogo vai dizer. Tomara que sim, diz o torcedor.
O adversário é bom, tinhoso, com ótimos jogadores que atuam em grandes clubes europeus. Marrocos foi o 4º colocado na Copa do Catar e é o 8º no ranking/FIFA. O Brasil é o 6º. Vale destacar na seleção do norte africano o ótimo goleiro Bono, o lateral Kakimi, o meia Brahimi Diaz, e os atacantes Soiberi e Bonnadi, de 18 anos. É uma equipe bem treinada, disciplinada, que marca forte e ataca com velocidade.
Começar bem é fundamental, não só porque praticamente garante a classificação para a fase seguinte da competição, mas sobretudo porque dá confinaça ao grupo e acende no torcedor as esperanças no Hexa sonhado.
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Festa e empate em Toronto
Na sexta-feira, à tarde, aconteceu a segunda cerimônia de abertura da Copa, dessa vez no Canadá, país fronteiriço ao norte dos EUA, banhado ao leste pelo Atlântico, ao oeste pelo Pacífico e, ao norte, pelo frio Ártico. Uma natureza rica e farta, cultura diversificada, duas línguas (francês e inglês), população miscigenada, alto nível de educação, tecnologias de ponta, estabilidade política. É a primeira vez que o Canadá recebe jogos de Copa do Mundo, a sua terceira participação na competição.
A festa de abertura (com muita música, danças, cores, manifestações da cultura indígena regional…) aconteceu no estádio de Toronto, arquibancadas em vermelho e branco, não totalmente lotadas. O Canadá abrigará quatro jogos da Copa.
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O primeiro confronto do Grupo B (que tem ainda Catar e Suíça), foi Canadá x Bósnia Herzegovina. A despeito de os donos da casa terem jogado melhor, até merecido um triunfo, deu empate 1 x 1.
– Gol! Bósnia, 1 x 0, Lukic, aos 21min, aproveitando-se de sua estatura, testou na pequena área um escanteio cobrado da direita. Quando o Canadá parecia melhor, atacava mais. Aquele gol manjado, treinado, de bola parada. Os europeus, mais taludos, fechadinhos atrás.
– O segundo tempo em ritmo intenso, o Canadá em cima, empurrado pela torcida. Os europeus se defendendo, resistindo e jogando por uma bola parada, um contragolpe.
– Gol! 1 x 1, Canadá, aos 33min. Na sequência de muito assédio, os canadenses entraram tabelando pelo meio e o avante Larin, mesmo marcado, encheu o pé, a bola desviou na zaga e ganhou o canto. Empate justo, a torcida vibrando, querendo a virada.
Um final brigado, corrido, aberto. Ninguém contente com o empate. Seis minutos de acréscimos, emoções até o apito final. Bom jogo, o primeiro ponto conquistado pelo Canadá numa Copa;
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Haja abertura!
– Às 22h da sexta, em Los Angeles, a terceira cerimônia de abertura, essa nos Estados Unidos, anfitrião, onde acontecerá a maioria dos jogos. O primeiro deles, EUA x Paraguai, pelo Grupo D, que tem ainda Turquia e Austrália.
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Coreia vence de virada
– Pelo Grupo A, fechando a primeira rodada, a Coreia venceu (2 x 1), de virada, a Rep. Tcheca (ou Tchéquia, como estão usando), em Guadalajara/Méx, estádio com público bem abaixo do esperado. Depois de uma primeira etapa daquelas de pesar as pestanas – a partida varou a madrugada de sexta – os tentos aconteceram na segunda etapa, com direito a um golaço de um certo Kwang In-Beon, o de empate, que deixou zagueiro e goleiro deitados na área com um drible desconcertante, batendo de chapa, por cima, no canto. Pintura.
Os coreanos deram um passo largo para a classificação.
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Apito histórico
– O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio, premiado com a escalação para apitar o jogo de abertura da Copa, no Estádio Azteca/Méx – México 2 x 0 Africa do Sul – fez história, expulsando três atletas (dois africanos e um da casa). Isso nunca aconteceu antes em jogos de abertura de copas. Tido no Brasil como um ‘soprador de apito’ chama-problemas, Wilton fez uma ótima arbitragem e as expulsões foram corretas, dentro do que determina as leis do jogo. Ganhou pontos na FIFA.
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Jogos do sábado
Além do jogo de estreia do Brasil, contra Marrocos, às 19h, teremos:
– Catar x Suíça, às 16h, pelo Grupo B; às 22h, Haiti x Escócia, Grupo C, o do Brasil.
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Nota triste
A partida do zagueirão Brito (Sr Hercules Ruas), aos 86 anos, titular absoluto no escrete brasileiro Tricampeão do Mundo em 1970. Crioca, começou no Vasco, onde jogou por mais de 10 anos. Vestiu ainda a camisa Flamengo, Botafogo, Cruzeiro…
Era um zagueiro viril, mas nunca desleal, bom companheiro, líder. Fez história, marcou.
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Viva Santo Antônio!
Foto: CBF – Rafael Ribeiro / Nelson Terme

