Vitória bate Jacuipense nos pênaltis e faz a final contra o Bahia

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Por Zédejesusbarreto

Com um atleta a menos a maior parte do tempo (por contra da expulsão do apoiador Caíque, que cotovelou um adversário), o Vitória empatou com o Jacuipense (1 x 1) no tempo normal e venceu por 4 x 2 na cobrança de penalidades, garantindo-se na final contra o Bahia, sábado, na Fonte Nova.

  Mais um Ba x Vi decidindo o campeonato. Clássico, rivalidade, sem favoritismos. O Bahia tem uma equipe mais entrosada, mas emocionalmente abalada, sob pressão da torcida após desclassificação na Pré-Libertadores. O Vitória, com muitas caras novas, ainda em busca de uma equipe titular definitiva e uma forma de jogar. O Bahia toca mais a bola, troca passes. O Vitória é um time de mais pegada, raça, correria. Um grande duelo. O Tricolor com a vantagem de atuar em casa, na Fonte Nova, torcida única, em função da melhor campanha na competição.  

Que tudo aconteça num clima de paz, dentro e fora do campo, do estádio.

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No Barradão

Fim de tarde/noite domingueira com tempo instável, gramado fofo, arquibancadas com público razoável (14mil e poucos presentes), presença também da torcida de Riachão do Jacuípe; duelo de Leões (o da Barra e o do Sisal) que decide, em jogo único, quem vai enfrentar na final o Bahia (que venceu, 4 x 2, a Juazeirense), e se sagrar Campeão Baiano 2026, sábado próximo, na Fonte Nova.

– O Vitória ficou-se em segundo lugar, na fase classificatória, com 16 pontos; o Jacuipense, em terceiro, com 13 pontos. Os donos casa com seu uniforme um, o vermelho & preto tradicional; o Jacupa de Riachão com vistosas camisetas rosa-creme.

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Com bola rolando …

Muito vento e prenúncio de trovoada no começo da partida, nubladão. Torcedor empolgado e o rubro-negro ofensivo, tentando se impor desde o início. Logo aos 2 minutos…

– Gol! 1 x 0 Vitória, Kayzer. Bola cruzada por baixo, da direita, Mateuzinho furou e a bola sobrou (a zaga do Jacupa espiando) na frente da pequena área; Kayzer, esperto, girou e bateu forte, abrindo o placar, bem cedo.

 Isso obrigaria, óbvio, o Jacuipense sair de trás, lançar-se ao ataque, encarar, e abrir espaços para os contragolpes do Vitória, como gosta o time de Jair Ventura. O Leão da Toca em cima, fustigando.  

– Aos 12min, o VAR pegou uma cotovelada sem bola de Caíque no atacante da Jacupa.  O árbitro foi checar o lance e expulsou o defensor rubro-negro. Muita pressão em cima da arbitragem. O Vitória com um atleta a menos. Aos 18’, Hugo Moura tentou de longe e acertou o travessão de Lucas Arcanjo. A expulsão equilibrou as ações. O time de Riachão foi pra cima, lá e cá. Ficou animado e catimbado. Muito cai-cai, empurra-empurra, simulações… a arbitragem tendo trabalho.

– Aos 28’, novamente Hugo moura arriscou de longe, Lucas Arcanjo espalmou. Aos 30’, parada técnica para hidratação e orientações técnica. Aos 34, Tiago desperdiçou boa chance, chutando pra fora, limpo, da meia lua. Na sequência, cruzamento de Hugo Moura e testada de Thiago, de cara, por cima. O Rubro-negro respondeu, aos 40’, quase ampliando. Mais sete minutos de acréscimos, a Jacupa assediando.  

 Um primeiro tempo em duas etapas. O Vitória começou melhor, fez 1 x 0 e tinha o controle das ações, até que Caíque cometeu uma estupidez (cotovelada clara, sem bola) e levou cartão vermelho com a ajuda do VAR.  Depois da expulsão, equilibrou, o jogo ficou mais brigado que bem jogado, o Jacuipense terminou melhor, forçando, buscando empate, aproveitando a vantagem de ter um atleta a mais em campo. O Vitória todo atrás. O árbitro, no intervalo, foi cercado pelos rubro-negros, na pressão.

 Segundo tempo –

                                 – Um recomeço travado, picotado; com um jogador a menos, o Vitória sem pressa, ganhando tempo, ensebando, brigando, chamando as faltas, administrando a vantagem, fechadinho. O Leão do Sisal não conseguia articular boas ações ofensivas. Aos 13’, Kayzer deixou Ramon de cara, Marcelo saiu, cresceu na saída, e Ramon perdeu a chance de ampliar. Aos 191, Amaral, livre na frente de Lucas Arcanjo, tentou bater na arriada, de primeira e saiu um chuteco.  

–  Gol! 1 x 1 Jacupa! Pedro Henrique, testando livre na pequena área, um cruzamento rasante da direita, empatando. Aos 21min.

 – O tempo passando, muitas substituições, ritmo lento, nada acontecia. Depois dos 35’, a Jacuipense adiantou as linhas, foi pra cima, tentando definir. O Vitória atrás, marcando, suportando. Muitos jogadores já sem pernas, no bagaço, dos dois lados.

A arbitragem acrescentou 4 minutos. O público inquieto. Os jogadores em campo pareciam conformados em decidir a vaga na final nos pênaltis – a cobrança de tiros livres da marca penal.  

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Tensão nas arquibancadas. Hora de ver quem tem mais pernas, mais controle emocional. Cobranças do lado da ‘Imbatíveis’, pressão total pra cima do Jacupa. 

   Na cobrança de penalidades, deu 4 x 2 Vitória. O Leão na final.

   – Lucas Arcanjo defendeu duas cobranças; marcaram Kayzer, Osvaldo, Aitor e Marinho.      

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Destaques

No Vitória, Kayzer, Martinez

No Jacupa, o zagueiro Weverton, Talisca, Hugo Moura

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Ficha Técnica

– O Vitória escalado por Jair Ventura: Lucas Arcanjo, Matheus, Camutanga, Edu e Ramon; Caíque (expulso), Baralhas, Martinez e Mateuzinho; Erick e Kayzer. (Edenilson Pérola, Jemerson, Aitor Cantalapiedra, Marinho, Osvaldo)

– O Jacuipense do técnico Rodrigo Ribeiro: Marcelo, Hugo Moura, Railon, Wéverton e Ruan; Vinícius Amaral, Talisca, Wiliam e Thiago; Tiaguinho e P.Henrique. (Álison,  Vicente, Flavinho, Gustavo, Sydnei)

– No apito, com VAR (Diego Pombo Lopez?), Wagner Francisco da Silva.

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 Mimimi e xororô

 Um recado pra parte da torcida (?) tricolor: – Chega de mimimi e chororô por conta da desclassificação pela pré-libertadores, na cobrança de penalidades (o time venceu o jogo, 2 x 1). Doeu, mas nada trágico. Futebol. O Bahia fez até agora, na temporada, 15 jogos – contando Baianão, Brasileiro e Pré-libertadores (perdeu apenas um, 0 x 1 O’Higgins, no Chile; empatou três, ganhou 11, inclusive dois pelo brasileirão, fora de casa, contra Vasco e Corínthians).  Muito boa campanha, até aqui, apesar da decepção contra os chilenos na Fonte Nova, meio de semana, casa cheia. Até porque a equipe, o elenco tricolor é apenas mediano, sejamos claros. Resultado normal, mesmo o Tricolor tendo um elenco mais caro e melhor. Mais realidade, menos arrogância, pois.

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Viva março! Até sábado, quando conheceremos o novo Campeão Baiano.

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Foto: EC Vitória – Victor Ferreira