Vitória só empata com Juventude, mas mantem liderança folgada

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Por Zédejesusbarreto
Barradão cheio, torcedor entusiasmado, mas a festa da classificação foi adiada, sem lamentos; o torcedor aplaudiu no final o empate sem gols contra o Juventude/RS. Para os visitantes, bom resultado fora de casa, contra o líder, a despeito de o time não ter conseguido chegar ao G-4; mas encostou no quarto colocado, o Criciúma. Para o Vitória, apesar de o time não ter feito uma grande partida, não foi um mau resultado.

  Afinal, a liderança foi mantida, com 6 pontos à frente do segundo colocado, 9 jogos sem tomar gols, 11 jogos sem perder, uma invencibilidade invejável dentro de casa. A classificação está no papo, talvez chegue matematicamente na próxima rodada e o título de Campeão bem encaminhado. O torcedor fica à vontade para comemorar o empate, bem administrado em campo, pragmaticamente.

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 – Faltando quatro rodadas para fechar a Segundona, eis a classificação:

   Vitória lidera com 65 pontos ganhos, seguido pelo Sport e Atlético/Go com 59, e o Criciúma com 57. São os quatro primeiros até então. Na sequência, Juventude ( também com 57 pontos), Novorizontino (56 pontos), Guarani (55) Vila Nova e Mirassol com 54, esses ainda com chances de classificação.  

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 No Barradão

– Noite domingueira primaveril, limpa, lua gorda, arquibancadas lotadas (quase 30 mil presentes), um clima de comemoração, total euforia rubro-negra, festa dentro e fora do estádio; gramado nos trinques.

– O Leão na liderança há várias rodadas, já praticamente classificado para a Série A/2024, contando as favas para faturar o título de Campeão da Série B/2023, com uma campanha surpreendente. O Juventude lutando por uma vaga entre os quatro primeiros. Rodada 54ª.

 – O Leão baiano com seu tradicional uniforme rubro-negro, camisas em listras verticais; os gaúchos de branco com detalhes em verde.

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Com a bola rolando …

– O Leão começou na dele, plantado, sem pressa, na espera do momento certo do bote. O time gaúcho precisando pontuar, atacar, buscar o gol, com postura ofensiva, trocando passes. Marcação justa e cautelas de parte a parte. O time da casa sempre perigoso nas bolas paradas (faltas e escanteios) alçadas na área inimiga.

– Aos 20’, o Juventude perdeu o camisa 10 Nenê, machucado numa jogada dividida de meio-campo, entrou Ercik. Um desfalque significativo nos gaúchos, Nenê é o dono das bolas paradas, o mais experiente, o criador das jogadas, dos passes certeiros e chutes fatais, um líder, ainda inteiro a despeito dos 40 anos nos costados.

– Aos 26’, numa falta da intermediária, rasante, Lucas Arcanjo tirou no rodapé com a ponta das luvas, a escanteio. Aos 28’, num contragolpe gaúcho pela direita, bola cruzada por baixo na pequena área baiana, Tagliari por um triz não chegou para completar. O Juventude atacava mais, ganhando o duelo de meio-campo. O Vitória apostava no contragolpe em velocidade e nas bolas paradas, quase sempre fatais.  

 – Por volta dos 35’, o jogo ficou feio, com muitas faltas duras, seguidas, ritmo travado, cai-cai, empurra-empurra, o Leão catimbando, enervando, em casa. Aos 41’, cartão amarelo para Rodrigo Andrade numa entrada dura, na intermediária, a gauchada pedindo expulsão. Aos 43’, após cobrança de escanteio da direita, a testada forte de Zé Marcos, do lado oposto, para arrojada defesa de Lucas Arcanjo, espalmando no rés da trave.  

  – Aos 50’, aconteceu a melhor chance do Vitória após uma falta da direita, Osvaldo cobrou da intermediária, levantando na área gaúcha; o goleiro socou, a bola pererecou, viva, e Gamalho bateu travado pela zaga.

 O Juventude fez uma primeira etapa melhor, mais ousada, criou mais e teve as melhores chances de gol. O Vitória marcou duro, resistiu bem atrás, mas incomodou pouco na frente.  O torcedor esperava mais do time. Jogo indefinido para o segundo tempo.

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 Um recomeço com a mesma pegada. O rubro-negro consciente, marcando, sem agonia, administrando, fechadinho atrás e o Juventude trocando passes, buscando os caminhos, sem conseguir penetrar. Aos 12, Condé trocou: Giovanni Augusto em campo, saiu Matheus Gonçalves; mais força no meio de campo. O Leão tinha o controle das ações, era melhor.

– Aos 15’, após lançamento longo em profundidade de Rodrigo Andrade, Leo Gamalho entrou livre, dividiu com o goleiro mas não chegou a finalizar, desperdiçando uma boa chance. Por volta dos 25’, Leo Condé faz substituições, reforçando a meia-cancha, onde se concentrava a disputa. Três caras novas também nos visitantes (aos 30’), que ainda acreditavam, precisavam do triunfo.

 – Aos 44’, após bom chute de longa distância de Mateus Trindade, espalmada do goleiro Tiago; O Vitória foi para aquela costumeira pressão final, tentando definir, levantando bolas com perigo na área gaúcha. Mais 9 minutos de acréscimos.

Aos 51’, após ratada de Zeca e Leonardo na esquerda, Lucas Arcanjo, fora da área, salvou o que poderia ser gol dos gaúchos.

  Deu empate, justo. O Juventude foi melhor na primeira etapa, o Leão mais consistente e consciente no segundo tempo.  

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Destaques

– Wagner Leonardo – ganha todas, por baixo e por cima; Edson Lucas, evoluindo; Rodrigo Andrade, sempre; Dudu, pau puro; Osvaldo o mais lúcido na frente.    

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Ficha Técnica

 O Vitória, líder, do treinador Leo Condé: Lucas Arcanjo, ;Railan, Camutanga, Wagner Leonardo e Edson Lucas; Dudu, Rodrigo Andrade, Mateusinho; Osvaldo, Gamalho e Matheus Gonçalves.( entraram Giovanni, Zé Hugo, Zeca, Nem e Mateus Trindade)

 – O Juventude: Thiago, Bolt, Danilo, Ze Marcos e Ruschel; Jadson, Jean, Nenê e Mateus Vargas; Gabriel Tagliari e David. Treinador, Caprini Barbosa.  (Erick, Ruan, Kadi, Tite, Vinicius)

 – Arbitragem mineira, com Felipe Fernandes de Lima no apito. Maneiro, sem complicar.

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  Pela 35ª rodada, o Vitória enfrenta o Vila Nova no domingo, dia 5 de novembro, às 18h, ainda no Barradão.

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 Pela Série A, abrindo a 31ª rodada, o Bahia recebe o Fluminense do Rio, na Fonte Nova, na terça-feira, dia 31 outubro, às 19h. É vencer ou vencer.

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Foto: EC Vitória