O corredor polonês do Presidente

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Por Joaci Góes

            Ao jovem amigo Arthur Leite da Silveira Filho

O nível de aprovação popular em que o Presidente Lula hoje se encontra não será suficiente para assegurar sua reeleição, tendo em vista o fato, amplamente confirmado por sucessivas e diferentes pesquisas, da desaprovação do seu governo, crescentemente, suplantar os índices de aprovação. Para agravar esse quadro depressivo, os momentosos escândalos que emergiram nos últimos meses do ano findo ganharão excepcional momentosidade, a partir de logo depois do carnaval, acuando o Governo de modo tão intenso que o manterá na dolorosa defensiva de explicar o que não tem explicação.

Entre vários outros problemas de natureza político-administrativa, susceptíveis de serem, parcialmente, empurrados com a barriga, o escândalo do roubo dos velhinhos do INSS e a quebra do Banco Master cobrirão de vergonha o Chefe do Executivo e vários dos seus aliados no Judiciário e no Poder Legislativo.

No caso da CPI do INSS, virá à tona a identificação das razões que têm levado o Governo a tanto aforçurar-se parra impedir a convocação de Frei Chico e do Lulinha, respectivamente, irmão e filho do Presidente Lula, apontados como peças chave da quadrilha que desviou bilhões de Reais dos mais pobres segmentos da sociedade brasileira. Impiedade maior, em matéria de roubo, não se conhece sob os céus da Terra de Santa Cruz.

O poderoso lobby montado para dar suporte às falcatruas do Banco Master, em sua vertiginosa curva de crescimento, resultando no esforço hercúleo para evitar sua necessária queda, promete consolidar-se como o maior escândalo da corrompida sociedade brasileira que, definitivamente, tornou-se insuperável como a maior República de Bananas de modo tão superlativo como outro não há entre nações que se queiram sociedades abertas ou quase abertas. como não se via há séculos, entre os povos do Mundo Ocidental. A coisa é tão grave que vem constrangendo membros dos três poderes a se desvincularem, do modo que lhes for possível, das inacreditáveis, porque aviltantes, iniciativas de gente de tão elevada truz para empanturrar-se de dinheiro sujo com que encher as burras de suas respectivas famílias. Para salvar as cabeças de suas excelências, cogitou-se, até, do sacrifício da imagem do Banco Central do Brasil, solerte manobra que foi repudiada, com energia, pelos dirigentes do próprio Banco e pelas entidades nacionais e estrangeiras comprometidas com a estabilidade do dólar e de suas respectivas moedas. A coisa chegou ao ponto do atual Presidente do STF, Ministro Edson Fachin, propor imediata elaboração de código de ética destinado a pôr limites aos excessos praticados pelos seus colegas. Muita gente se pergunta que razões teriam levado o mesmo Ministro Fachin a sair de férias, precisamente, no momento em que as vozes que não querem calar lançam aos céus fatos escabrosos vinculados a familiares do ministro que o substitui nesse breve interregno.

Além disso, os nomes que figuram na exuberante folha de pagamentos do Banco Master são, predominantemente, ligados ao atual Governo, levando as pessoas esclarecidas a reconhecerem o fato de que as práticas de Lula continuam a ser da mesma cepa que o levou às barras dos tribunais e ao cadafalso.

Sem dúvida, para o bem ou para o mal, ninguém, como o escorpião, pode fugir aos imperativos de sua natureza.